ZTE vai iniciar produção local só com terminais


A ZTE pretende iniciar a produção em sua fábrica de Hortolândia, interior de São Paulo, antes do final do ano, começando com terminais, no prédio que já está pronto (a chinesa adquiriu a planta da Celestica, que encerrou suas atividades no país em 2009) e, posteriormente, iniciará a fabricação de infraestrutura para banda larga. “Estamos aguardando as licenças e o PPB (Processo Produtivo Básico) para os terminais para iniciarmos a fabricação local”, informou Eliandro Ávila, presidente da ZTE Brasil, em coletiva à imprensa, realizada hoje em São Paulo. A unidade de infraestrutura de rede vai produzir equipamentos de transmissão, como DWDM, e equipamentos de para acesso LTE.

Além do prédio da Celestica, a ZTE está criando um parque em Hortolândia, onde vai instalar um centro de Pesquisa e Desenvolvimento para América Latina, um call center e um centro de distribuição logística. Segundo Ávila, serão investidos US$ 200 milhões, em quatro anos, e contratados, para a produção de terminais, 400 funcionários. No parque, que ficará pronto em dois anos, a previsão é ter dois mil funcionários.

PUBLICIDADE

A ZTE também lançou, hoje, na Futurecom, um novo smartphone, chamado Skate. Com sistema operacional Android 2.3 e tela de toque de 4,3 polegadas, o aparelho chega inicialmente nas lojas da Vivo. Vai custar R$ 849 para clientes do pré-pago e R$ 329 no plano pós-pago, que oferece cem minutos.

Segundo Ávila, a empresa tem sido uma das principais parceiras da Vivo. No ano passado, dos 3,5 milhões de terminais vendidos pela ZTE no mercado brasileiro, 740 mil foram para a Vivo. A fabricante tem, atualmente, 18 modelos de celulares sendo comercializados no país e chega ao final do ano com 26 modelos. A previsão é de que suas vendas no país atinjam 5,5 milhões de aparelhos este ano. “Estamos crescendo também em modem 3G e já temos 65% do mercado brasileiro”, disse Ávila.

PUBLICIDADE
Anterior Telefônica vai lançar serviço fixo na rede 3G da Vivo
Próximos Controlador da Oi sugere união das teles para comprar conteúdo