ZTE investe em centro de treinamento e mira mercado 3G


A ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações, quer triplicar seu faturamento no Brasil em 2008, crescendo principalmente no segmento de equipamentos para telefonia móvel de terceira geração (3G). A empresa está investindo US$ 10 milhões no desenvolvimento de um centro de treinamento tecnológico em Barueri, que deverá atender as operadoras clientes, parceiros e pessoal …

A ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações, quer triplicar seu faturamento no Brasil em 2008, crescendo principalmente no segmento de equipamentos para telefonia móvel de terceira geração (3G). A empresa está investindo US$ 10 milhões no desenvolvimento de um centro de treinamento tecnológico em Barueri, que deverá atender as operadoras clientes, parceiros e pessoal local. Um dos objetivos é aumentar a participação da América do Sul no faturamento total da empresa, atualmente na casa dos 5%, e duplicar o quadro de funcionários em 2008, superando a marca de mil empregados na região.

Presente no Brasil desde 2004 fabricando celulares para a Vivo, vendidos sob a marca Aiko, a empresa quer agora lançar a marca ZTE no país, já presente em 40 outros países. Para o primeiro semestre deste ano, foram fechados contratos com três diferentes operadoras móveis para o fornecimento de placas PCMCIA e modens USB quadriband 3G. “A intenção da ZTE é investir pesado em 3G, mas sem fabricação local de equipamentos de infra-estrutura por enquanto”, afirmou o vice presidente da ZTE do Brasil, Eliandro Ávila. Sem informar com quais empresas, ele conta que a ZTE possui dois contratos assinados com operadoras fixas para fornecimento de infra-estrutura e para serviços de valor agregado.

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A  empresa pretende anunciar nas próximas semanas uma parceria local para a fabricação de celulares. Ainda falta definir o local onde serão fabricados os aparelhos. Segundo Ávila, “a disputa está entre Manaus e São Paulo, ainda estamos avaliando qual a melhor proposta”, disse o executivo, que espera uma definição da guerra fiscal travada entre os dois estados nos últimos meses. “A estratégia para a fabricação local é nos tornarmos mais competitivos, agilizar a entrega, e lançar a marca ZTE no país”, explicou Ávila. No entanto, ele não descartou a possibilidade de lançar terminais 3G ainda sob a marca Aiko.

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