Zero Impacto e Redecom inovam com soluções para descarte de lixo eletrônico


Enquanto não sai a regulamentação da logística reversa, o lixo eletrônico vem recebendo tratamento adequado apenas quando empresas ambientalmente consciente promove ações nesse sentido. É o que afirma o gestor da Impacto Zero, Gustavo Noleto, que, em parceria com a Redecom Tecnologia, foi pioneira na oferta de soluções para o descarte de resíduos eletrônicos. As próprias empresas promovem esse descarte para a população de Brasília, com 11 pontos públicos de coletas de baterias, pilhas e cartuchos e tonners de impressoras à disposição do brasiliense.

Para as empresas, a Zero Impacto e a Redecom cobram para recolher o lixo eletrônico, acondicionar e remeter para São Paulo, onde há companhias especializadas no descarte adequado dos resíduos. Desde 2010, as empresas já coletaram mais de 50 toneladas de equipamentos, entre celulares, notebook e servidores. “A maioria desses equipamentos é fabricado com materiais como PVC, mercúrio, chumbo e cádmio, que contaminam o meio ambiente e podem causar graves danos à saúde humana”, ressalta Noleto.

Quando regulamentada, a logística reversa aprovada como parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos, será de responsabilidade dos fabricantes e dos comerciantes que vendem os produtos. Eles ficarão responsáveis pela coleta do lixo e pelo descarte adequado. E as empresas como Zero Impacto e Redecom terão espaço nessas etapas. “É um novo mercado”, avalia o gestor.

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Os equipamentos coletados que ainda podem servir são recuperados e destinados à inclusão digital por meio do Comitê da Democratização da Informática (CDI), com a garantia de tornar inacessível quaisquer dados remanescentes. Além disso, em 2011, a Zero Impacto se associou à S.E.Val, empresa líder no mercado de reciclagem na Itália, o que possibilitou o contato com o que há de mais avançado em termos de tecnologia para tratamento de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos – REEE.

O tratamento adequado do lixo eletrônico já é considerado como uma meta prioritária. Isto porque, de acordo com levantamento de ONU, o Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico a cada ano, com meio quilo por habitante. Produz mais resíduos que a China (0,23 kg por pessoa) e Índia (0,1 kg por pessoa). Em Brasília, a preocupação é maior devido ao grande volume de lixo eletrônico gerado pelos órgãos públicos. “O governo ainda trata os equipamentos velhos como patrimônio público, o que dificulta a adoção de medidas que garantam o descarte correto deles”, disse Noleto.

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