Youtube também suspende conta de Donald Trump


Plataforma alega preocupações de segurança e coloca presidente dos EUA no gancho por sete dias pelo menos. Comentários em seus vídeos ficam desligados por tempo indefinido. Facebook e Twitter já tinham banido Trump desde a invasão de apoiadores ao Capitólio, na semana passada.

O Youtube aumentou a lista de empresas de mídia digital que restringiram o alcance dos conteúdos publicados pelo ainda presidente dos Estados Unidos, Donald Trump em seu canal, que tem 2,8 milhões de seguidores. Na noite de ontem, a plataforma de vídeo suspendeu o canal sob alegação de violação das políticas de uso.

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Em um post publicado no Twitter, o Youtube alega preocupação com uma potencial onda de violência nos EUA, após a tentativa de invasão do Capitólio, o Congresso do país, na última semana, e resultou em cinco pessoas mortas e na prisão de outras dezenas. A turba que invadiu o prédio atravessou Washington, após sair de um encontro em que Trump discursou e acusou as eleições de serem fraudulentas.

O Youtube afirma que este foi o primeiro aviso de violação, e que a conta de Trump voltará ao ar em sete dias “no mínimo”. Já os comentários nos vídeos ficarão desabilitados por prazo indefinido. A plataforma diz que fez isso por razões de segurança. A prática, ressaltou, já é comum em outros canais a fim de preservar menores de idade de abusos verbais, por exemplo. Veja abaixo o post, em inglês.

Lista crescente

Com a suspensão realizada pelo Youtube, a quantidade de redes e empresas digitais agindo para reduzir o alcance do discurso de Trump e seus seguidores só cresce. Desde a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, Twitter, Facebook, Amazon.

O Facebook suspendeu a conta de Trump no Instagram e no Facebook até o final do mandato do presidente, que termina em 20 de janeiro. O Twitter baniu o político permanentemente (ele tinha 88 milhões de seguidores), assim como mais de 70 mil contas de apoiadores que fizeram parte da invasão ou incitaram a violência.

A plataforma de vídeo Twitch, pertencente à Amazon, fez o mesmo. Em seguida, o aplicativo Snapchat e o site Reddit, muito utilizado nos EUA.

As empresas digitais também estão restringindo o acesso de apoiadores às ferramentas que usavam para se comunicar uns com os outros. A Apple e o Google retiraram de suas lojas no fim de semana o app Parler, ferramenta similar ao Twitter, mas que se tornou fórum de debates da extrema-direita norte-americana. A Amazon expulsou de seus servidores na segunda-feira o serviço, que saiu do ar.

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