Xiaomi processa Departamento do Tesouro e de Defesa dos Estados Unidos


A Xiaomi informou ontem, 31, que está processando o Departamento do Tesouro e de Defesa dos Estados Unidos por sua inclusão na lista de “Empresas militares comunistas chinesas” no mês passado. De acordo com uma ordem executiva editada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, empresas citadas na lista não podem ter suas ações compradas por investidores estadunidenses. A fabricante de smartphones deseja sua retirada da lista.

A empresa levou o processo na sexta ao tribunal de Columbia. Defende que sua entrada na lista é inconstitucional pois “priva a Xiaomi de seus direitos à liberdade e à propriedade sem o devido processo legal”. Por isso, fere a Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que também diz respeito ao direito do cidadão de permanecer em silêncio.

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Mais uma vez, a Xiaomi reafirmou que seus produtos são para usos civis e que não é controlada pelo Exército nem pelo governo chinês. A empresa ainda argumentou que afastar investidores estadunidenses das companhias chinesas pode trazer um “dano irreparável”.

“A Designação e respectivas restrições irão prejudicar a capacidade da companhia de conduzir, crescer e financiar seu negócio, vender seus produtos, manter e crescer suas relações, e recrutar e reter empregados”, diz o processo.

Outro alvo de sanções estadunidenses, a Huawei, também já entrou com um processo contra o país em 2019. O processo dizia ser inconstitucional a medida que a proibia de utilizar tecnologia dos Estados Unidos em seus produtos. Porém, um juiz federal rejeitou a ação no ano passado. (Com agências internacionais)

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