Wi-Fi Livre SP divulga hábitos de paulistanos na internet


A Secretaria Municipal de Serviços de São Paulo divulgou os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do ABC sobre hábitos e percepções dos cidadãos em relação ao uso da internet. As informações foram levantadas a partir de amostragem de mil pessoas, entre julho e agosto, em dez praças das cinco macrorregiões da capital paulista onde ainda não foi lançado o programa WiFi Livre – que oferece conexão à internet gratuita à população.

“Daqui a um ano, vamos comparar esses resultados com os de uma nova pesquisa, que será realizada com um grupo de mesmo perfil sociológico, de forma que possamos verificar o que mudou na maneira de navegação das pessoas com a chegada da internet pública gratuita”, explicou o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, coordenador do estudo.

PUBLICIDADE

João Cassino, coordenador de Conectividade e Convergência Digital da SME, disse que os resultados da pesquisa comprovam que a população já tem acesso e que agora os equipamentos públicos precisam se tornar espaços de infraestrutura para as atividades. “O edital Redes e Ruas, que contemplou 62 projetos de cultura digital com 3,7 milhões de reais em um ano, vai ser muito importante para a qualificação desse acesso”, ressaltou.

Entre esses projetos, há iniciativas de ocupação cultural de espaços públicos que já têm ou terão sinal aberto, acrescentou o secretário de Serviços Simão Pedro. Das 120 praças do programa Wi-Fi Livre SP, 71 já foram inauguradas. Cassino informou que as demais 49 estarão em funcionamento até o final deste ano.

Simão Pedro reconheceu que a secretaria ainda enfrenta desafios para revigorar o programa de telecentros da cidade. “Os convênios estão sendo firmados com algumas entidades conveniadas, mas estamos colocando os diretos para funcionar”, garantiu. Nesses espaços, a ideia agora é fomentar conteúdos e projetos. Como as parcerias, já firmadas, com o programa Juventude Viva, de prevenção à violência contra jovens; com a Secretaria de Cultura, para formação de agentes culturais; ou com a Secretaria de Planejamento, para formação voltada aos Programas de Metas. “Queremos também trazer o Pronatec para os telecentros”, reforçou Cassino. (De ARede)

Confira alguns dos indicadores mais representativos da pesquisa:

> Gênero:
51,9 % Feminino
48% Masculino
0,1% Feminino/masculino

> Idade:
3,8%     até 14 anos
13,4%   de 15 a 19 anos
11,6%   de 20 a 24 anos
28%      de 25 a 39 anos
25,3%   de 40 a 59 anos
17,8%    60 anos ou mais

> Utilizaram a internet no último mês
79,7%   sim
20,3%   não

> Dispositivos
41,8%  notebook
35,5%  desktop
10,6%  tablet
59,4%  celular

> Locais de acesso à internet
78,2%  residência
19,5%  trabalho
6,1%    praça ou rua
3,9%    escola ou faculdade

> Atividade na internet
86,5% redes sociais
85,2% e-mail
75,1% download de conteúdos
74,5% mensagens instantâneas

> Atividades de lazer na internet
85,1%  ouvir música
80%     fotos
61,8%  filmes
57,6%  consulta a programação cultural
44,7%  jogos

PUBLICIDADE
Anterior Novos softwares ganham selo de produto nacional
Próximos São Paulo estende reduçãode ICMS para conexões mais rápidas de banda larga