Whatsapp nega pedido de Bolsonaro e diz que só implantará megagrupos após eleições


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O WhatsApp informou nesta quarta, 27, que só implantará megagrupos no Brasil após as eleições. O recurso Comunidades, que permite que várias pessoas compartilhem informações, era preocupação do governo federal, que se reuniu com a empresa para esclarecimentos.

A plataforma deixou claro também que a decisão sobre a data do início do funcionamento da ferramenta não teve nenhuma relação com algum pedido do TSE, como imaginava Jair Bolsonaro – razão pela qual o presidente, que esperava que o recurso passasse a ser utilizado logo também no Brasil, pediu a reunião com a Meta, dona do WhatsApp.

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“Estamos no início do desenvolvimento de Comunidades para o aprimoramento do recurso antes de passar à etapa de lançamento global, o que não acontecerá por vários meses”, disse a empresa, em comunicado.

“Continuaremos a avaliar o momento exato para o lançamento da funcionalidade no Brasil e comunicaremos a data quando estiver definida. Reafirmamos que isso só acontecerá após as eleições de outubro”, complementou.

Sem influência 

O WhatsApp ressalta que a decisão sobre a data de lançamento do recurso de megagrupos no Brasil foi tomada exclusivamente pela empresa, “tendo em vista a confiabilidade do funcionamento do recurso e sua estratégia de negócios de longo prazo”.

“Essa decisão não foi tomada a pedido nem por acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).”

O WhatsApp lembra que assinou um memorando de entendimento com o TSE no início de 2022 que inclui, por exemplo, um chatbot, um canal de denúncias para contas suspeitas de disparos massivos e treinamentos para a equipe da Justiça Eleitoral.

Entre outras plataformas digitais, a empresa também é signatária do Programa de Enfrentamento à Desinformação desde 2019.

“No entanto, nenhum desses acordos com o WhatsApp faz referência à funcionalidade Comunidades ou ao seu momento de lançamento, pois esse tipo de decisão cabe à empresa”, pontuou.

“Então não temos o que fazer. Se foi uma decisão global da empresa, o governo respeita”, disse o Ministro das Comunicações, Fábio Faria.

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