Vivo também defende adoção do 5G standalone em cinco anos


Assim como a Claro, a Vivo também defende a implantação gradativa de redes 5G Standalone no Brasil. Conforme Átila Branco, seu diretor de planejamento de rede, deixar de prever a implantação da tecnologia baseada no release 16 logo após o leilão é uma questão de equilíbrio financeiro.

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“Colocar o release 16 é uma fase necessária para chegarmos ao 5G, não é um problema. O problema é que para tudo isso funcionar precisa de um núcleo de rede completamente novo, 100% virtualizado, com cloud native, microsserviços. Um core novo exige integrações de OSS, BSS, CRM, billing, pré-pago, interceptação legal que vão demorar muito tempo para ficarem prontas”, afirmou.

Segundo ele, a Vivo vai investir no desenvolvimento de uma rede baseada no release 16, também no release 17, e 18, quando for momento certo. “Na Telefônica a gente primeiro entende que tem que preparar o core, depois passa para a orquestração. A gente coincide com a Claro, precisa de um período de cinco anos. Temos que começar agora. Esse é um compromisso do nosso grupo”, concluiu.

Vale lembrar que a operadora tinha um roadmap para chegar ao 5G puro em 2021, mas esta previsão estava atrelada à realização de um leilão no começo de 2020, e não considerava obrigações de cobertura nacionais.

Branco ressalta que a operadora preparou a rede para a ativação do 5G non-standalone imediatamente. A empresa já tem implantações em algumas capitais da tecnologia 5G DSS, que utiliza para do espectro do 4G no 5G. Nos últimos anos, fez investimentos com o objetivos de ter uma rede 5G nacional após o leilão, embora não no padrão descrito no edital.

“Para a gente ter o 5G no curto espaço de tempo, a gente começou em 2017 a virtualizar núcleos e a colocar fibra em um número grande de sites. Agora que a gente começa a falar de standalone, vamos fazer adaptações para chegar nisso lá na frente. Mas não usufruir dos recursos investidos até agora é um desperdício muito grande”, enfatizou.

O executivo foi um dos participantes de um painel na manhã desta segunda-feira no Seminário Políticas de Telecomunicações, realizado pelo site Teletime e o Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM/UnB).

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