Vivo Fibra tem recorde de adições e fatura R$ 1 bi no 1º tri


PUBLICIDADE

A Vivo bateu o próprio recorde de adições trimestrais de clientes de banda larga por fibra (FTTH) no primeiro trimestre do ano. Os executivos da tele comemoraram o feito durante a conferência de resultados com analistas na manhã de hoje, 12.

Conforme Christian Gebara, CEO da operadora, foram adicionados 368 mil clientes à base FTTH. Significa um salto de 1,5x em relação às adições do trimestre anterior, e de 2,1x em relação ao primeiro trimestre de 2020.

A conquista dos clientes, afirmou Davi Melcon, deveu-se em parte ao Capex direcionado à expansão dessa rede de banda larga. Ao final de março, a companhia tinha 16,3 milhões de homes passed (casas aptas a assinar banda larga fixa FTTH), alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento, vale notar, veio parte em função do aumento da rede própria, parte em função do crescimento da rede de terceiros utilizada pela Vivo.

Os executivos também afirmaram que ofertas combinadas com provedores de conteúdo e altas velocidades de 300 Mbps foram grandes chamarizes. Ao menos 30% das adições ou tinha tal velocidade, ou traziam junto assinatura da Netflix ou Disney Plus.

Com mais velocidade e mais serviços embutidos no pacote, a receita por usuário (ARPU) passou de R$ 82 no começo de 2020 para R$ 95 agora, alta de 16,2%. Com tal desempenho, a receita com FTTH da empresa saltou 61,2%, de R$ 626 milhões no começo do ano passado para R$ 1 bilhão agora, o que equivale a 9,3% da receita total da companhia.

Para o comando da Vivo, a tendência é de crescimento contínuo nos próximos meses, e aceleração a partir do segundo semestre, quando entra em operação comercial a Fibrasil, joint venture de rede neutra criada entre Vivo, Telefónica Infra e o fundo canadense CDPQ. A criação da empresa já foi autorizada pelo Cade, e aguarda apenas o aval da Anatel para se completar.

O empreendimento de rede neutra receberá 1,6 milhão de casas passadas da Vivo Fibra e levar FTTH a mais cinco milhões de residências até 2024, complementando a estratégia de expansão da Vivo. Ao final, a companhia terá à disposição 24 milhões de HPs. Há expectativa também de que a operadora faça frente ao avanço dos provedores regionais de internet, que vêm ganhando mercado inclusive em cidades onde a tele vende banda larga.

Anterior Quanto: Open Banking tornará BaaS dispensável
Próximos BNDES e Qualcomm lançam fundo com foco em Internet das Coisas