Vivo aponta diferentes cenários para destino de sites e usuários da Oi Móvel


Christian Gebara, presidente da Vivo, diz que pode vender só a eletrônica dos 2,7 mil sites comprados da Oi Móvel, os equipamentos e os contratos de aluguel, ou manter os contratos para expansão do 5G da operadora. Nada disso foi ainda definido.

 

O diretor presidente da Vivo, Christian Gebara, afirmou na manhã desta quinta-feira, 28, que a companhia ainda não consegue precisar o volume exato de sinergias advindas da compra de fatia da Oi Móvel em razão dos múltiplos cenários possíveis para venda de sites e retenção dos clientes.

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Gebara apresentou detalhes da transação e o impacto sobre os negócios da Vivo. Como antecipado ontem, lembrou que a companhia vai receber 12,5 milhões de clientes da Oi Móvel, 43 MHz de espectro e 2,7 mil sites móveis (entre contratos de uso de torres e equipamentos instalados).

E reforçou que a companhia terá que se desfazer de metade destes sites nos próximos oito meses em razão de remédio imposto pelo Cade para aprovar a divisão da Oi Móvel entre Vivo, TIM e Claro.

No que diz respeito aos usuários, Gebara disse que ainda é difícil saber com precisão quanto a mais de receita eles trarão para a Vivo e se haverá redução do churn (rotatividade de clientes) devido à redução de quatro para três concorrentes no mercado móvel nacional.

Pontuou que uma coisa é competir com a antiga Oi Móvel, que disputava clientes no preço, enquanto a cobertura e a capacidade eram menores que as das rivais. Outra coisa é garantir que os clientes fiquem diante da concorrência com Claro e TIM.

Ele enfatizou que a Vivo fará um trabalho de atração para que essa base herdada da Oi de fato vá para a Vivo – uma vez que o consumidor sempre tem a opção de realizar a portabilidade numérica para outra operadora.

Observou ainda que a maioria dos clientes, 63%, são pré-pagos de baixo valor. E dos 37% de clientes pós-pagos, a maioria é de planos controle. O perfil dos usuários adquiridos, portanto, é diferente daquele visto na Vivo atualmente, que tem maior parte da base no pós-pago puro.

“Esperamos que com uma rede melhor e maior cobertura possamos oferecer mais serviços digitais e, dessa forma, elevar a receita média obtida com esses clientes”, afirmou.

Sites

A forma como a Vivo vai se desfazer de cerca de 1,3 mil sites é a questão que se apresenta mais incerta neste momento, sugeriu Gebara. Isso porque vários cenários são possíveis.

A tele tem oito meses para vender todos os equipamentos utilizados nestes sites. Além disso, tem o contrato de aluguel das estruturas e pontos (torres e mobiliário urbano) no valor R$ 1,4 bilhão.

“Podemos vender só a eletrônica para um operador e rever os contratos de leasing de torres, vender a eletrônica e os contratos de aluguel para um player que queira entrar no segmento de oferta de serviços de rede móvel neutra, ou vender a eletrônica e aproveitar os sites locados para implementar a nova rede 5G”, observou.

Para concluir, ele frisou que ainda é cedo para a Vivo ter um cálculo preciso de todas as sinergias possíveis que a compra de fatia da Oi Móvel trará. Mas é certo que no longo prazo os ganhos ficarão acima dos R$ 5,4 bilhões minimamente esperados em função de ganhos de eficiência, redução de custos e benefícios tributários.

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