Valente afirma que um dos principais valores da GVT é sua equipe gerencial


O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, ressaltou, nesta terça-feira (2), a importância da compra da GVT pelo grupo. “A empresa tem uma marca valorizada pelo mercado, como sua equipe gerencial, de primeiríssima qualidade”, disse. Para ele, os itens de valor da companhia, não são só as redes, as estratégias e procedimentos comerciais. Ele considerou inclusive que um dos pontos de valor da GVT é a internalização do pessoal de operação e de call center, ao contrário da maioria das operadoras, que terceirizam esses serviços.

Apesar dos elogios, Valente não afasta a possibilidade de demissões, caso a fusão se concretize. Ele, entretanto, lembrou que a operação depende de etapas para o fechamento, como definir se a Vivendi vai optar por ficar com ações da própria Vivo com a participação remanescente do grupo na Telecom Italia (8,3%), além disso, terá que passar pelo crivo dos trabalhadores da empresa francesa. “Existem ajustes necessários à proposta e só quando essa etapa for concluída, num prazo máximo de 90 dias, esperamos que seja em um espaço de tempo menor. Só depois disso teremos um documento para submeter aos organismos reguladores”, afirmou.

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Sobre as questões pendentes com o Cade, Valente disse que elas têm a ver com a Telecom Italia. “O fato de a proposta ter entre as opções a transferência das ações da Telecom Italia e, além disso, a própria declaração do presidente da Telefónica, Cesar Alierta, de que não tem mais interesse na operadora italiana, endereçaria as principais preocupações do que existem hoje no Cade”, afirmou.

Com relação à GVT, Valente disse que, por atuar muito mais fortemente fora de São Paulo daria condições de a Vivo fazer frente à oferta de banda larga, especialmente em termos de velocidade, de sua principal concorrente. Em São Paulo, não atua em muitas cidades e, dentre essas, na maioria delas tem concorrência de outras empresas. Além disso, ressalta, a GVT tem pouquíssimo número de clientes no estado. “Tudo isso somado, nos dá certo otimismo de que essa operação não terá maiores dificuldades concorrenciais”, ressaltou.

Mas disse que tudo isso ainda depende do encerramento da Típico, que é quem detém as ações da Telecom Italia. Para isso, o processo precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores. Valente afirmou ainda que a Telefônica não tem absolutamente nada a ver com a operação da Oi. Mas não descarta a possibilidade de avaliar essa possibilidade no futuro

Impugnação

A exemplo de outras operadoras, a Telefônica entrou com o pedido de impugnação de sete a oito itens do edital de licitação da faixa de 700 MHz. O principal ponto contestado é a falta de definição formal do teto de custo para limpeza da faixa. “Ainda que entendemos como bem dimensionado o valor estabelecido pela Anatel, falta uma definição clara sobre isso”, afirmou.

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