V.tal vai investir em data centers, small cells e IoT, diz Amos Genish


Novo CEO e Presidente do Conselho da V.tal, Amos Genish antecipou ao Tele.Síntese seus planos para o futuro da nova operadora de redes neutras brasileira e avisa que haverá expansão de olho na procura por serviços de baixíssima latência

(Crédito: Freepik)
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O Presidente do Conselho e CEO da V.tal assumiu hoje, 13, o posto com a missão de continuar o plano de investimentos de R$ 30 bilhões da empresa em fibra óptica até 2025 e acrescentar mais segmentos ao plano de atuação da empresa. Segundo contou Amos Genish em sua primeira entrevista após assumir o cargo, a V.tal vai construir, além da fibra, data centers “edge”, small cells, rede IoT.

A estratégia se baseia na demanda crescente por serviços de alto desempenho em tempo real, explica. “Edge computing e edge data center, trazer o computador para perto do cliente, são uma realidade. Se você tem lentidão, não tem real time applications, que são os carros, autônomos, o gaming, tudo que exige latência de 1 ms ou menos. Não se fala mais em banda larga, se fala em latência”, observou.

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Amos Genish ressalta que a V.tal herda não apenas a fibra, mas prédios e edificações da Oi que poderão ser utilizadas para novos serviços, inclusive para a hospedagem de equipamentos de data centers. “Temos a vantagem de ser o data player mais relevante do país e termos prédios espalhados pelo Brasil que podem ser explorados”, disse.

Novos data center e rota submarina

A Globenet, empresa que possui data centers e rotas submarinas, já tinha planos de expandir nestes segmentos. Planos estes que são agora potencializados com a incorporação à V.tal. Até dezembro, a empresa termina a construção de um data center em Fortaleza (CE). Vai fazer ainda um data center em Porto Alegre (RS), para onde vai puxar um ramal submarino.

“Vamos chegar com cabos submarinos a outros estados, sempre com foco em reduzir a latência. Ter a conexão internacional apenas em Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo já não vai ser suficiente para entregar esse serviço. E vamos construir do zero os data centers nestes locais”, diz.

5G e IoT

A V.tal não tem torres móveis, mas pode se beneficiar da presença capilar em edificações e mobiliário urbano para construir uma rede de internet das coisas e oferecer ainda small cells para as operadoras móveis do país. A seu ver, elas vão precisar de um backbone de alta capacidade para escoar o tráfego 5G, e também de capilaridade em fibra e antenas.

No âmbito da internet das coisas, ele diz que a V.tal já negocia a instalação de rede em sua infraestrutura com uma grande companhia multinacional, “a maior do segmento”.

Não quer dizer que a infraestrutura óptica ficará estacionada. Mas que vai acelerar a diversificação de negócios a fim de monetizá-la. “Os 400 mil km de fibra da V.tal pelo Brasil é impossível de alguém replicar. E é impossível a gente não enxergar o tanto de oportunidade que tem nessa infraestrutura”, resumiu.

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