V.tal poderá participar do leilão do 5G


A V.tal, a empresa de rede neutra que se separa da Oi, antiga InfraCo, confirma o interesse de participar do leilão do 5G para a compra de espectro na frequência de 26 GHz, e assim oferecer o serviço de banda larga fixa sem fio, conhecido como FWA. Em coletiva à imprensa, o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, disse hoje, 5, que seria natural para um empresa de infraestrutura contar com esta nova tecnologia e acelerar a expansão da rede de banda larga.

“A análise vai ser feita. É uma possibilidade, mas, para isso, depois do edital publicado precisamos ver as condições finais de investimento. Sem dúvida nenhuma, olhando para a frente, para uma empresa de infraestrutura, nada mais natural do que considerar essa possibilidade para prestar serviço”, afirmou ele.

Comitê independente 

Abreu explicou que, até que seja homologada pelos reguladores a operação de venda dos ativos da fibra – a rede foi comprada em julho pelo BTG, que passará a deter 57,9% da empresa e a Oi ficará com 42,1%– foi criada uma “chinese wall” entre os executivos das duas empresas, de maneira a garantir que a nova empresa de infraestrutura atenda a todo o mercado e não apenas seu sócio minoritário.

E um dos executivos dedicado a tocar a empresa até que o controlador assuma – a expectativa é de que até o final deste ano a venda seja aprovada pelo Cade e Anatel – é Pedro Arakawa, o CCO (Chief Commercial Officer) da companhia, que anunciou os planos da empresa até 2025, quando pretende chegar a 32 milhões de casas com sua rede de fibra óptica (FTTH)

Segundo Abreu, a separação estrutural dos dois sócios já está acontecendo, mas o Comitê Independente, anunciado para fortalecer a neutralidade da nova empresa, só será criado após a mudança de controle da empresa. E contará com executivos que não pertençam aos quadros dos dois sócios.

Cliente Âncora 

Abreu disse que a Oi terá condições diferenciadas por tempo determinado para o uso da rede da V.tal em novas cidades,  mas que estas condições não estão vinculadas ao fato de ser sócia da empresa de infraestrutura, mas ao fato de ser um grande cliente. “Outros clientes âncoras poderão ter as mesmas condições”, afirmou.

A exclusividade no uso das redes por tempo pré-determinado também faz parte da FiBrasil, a rede compartilhada da Vivo e o fundo canadense CDPQ, e da FiberCo da TIM, parceria entre a torreira IHS e a operadora italiana.

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