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Uso de serviços financeiros pelo celular nos emergentes pode injetar US$ 3,7 tri na economia até 2025

Estudo do McKinsey Global Institute indica que a inclusão das pessoas não bancarizadas e a massificação dos serviços financeiros digitais nos países emergentes teriam um enorme efeito positivo. Em uma década, seriam injetados US$ 3,7 trilhões, algo como incorporar à economia mundial mais uma Alemanha. PIB de países como Etiópia, Índia e Nigéria cresceria a taxas entre 10% e 12%. Já o do Brasil, do México e de Quênia poderia registrar taxas de 4% a 5%.

foto: Aurea LopesOs resultados não poderiam ser mais estimulantes. Em uma década, entre 2016 e 2025, a economia dos países emergentes poderia crescer a taxas anuais de 6%, injetando no mercado, no acumulado, US$ 3,7 trilhões. Mais 1,6 bilhão de pessoas, metade mulheres, passariam a ter acesso aos serviços bancários. Os governos poderiam economizar US$ 110 bilhões/anos com perdas nas cobranças de taxas e os provedores de serviços financeiros outros US$ 400 bilhões/ano na substituição dos serviços tradicionais pelos digitais.

Em resumo, são esses os benefícios que os países emergentes poderiam colher se passassem a investir massivamente na adoção dos serviços financeiros digitais, a serem prestados especialmente pelo celular que já estava nas mãos de 80% dos adultos daqueles países ao final de 2014. Se a penetração do celular é elevada, a dos serviços bancários é bem mais modesta: no mesmo ano, só metade dos adultos dos mesmos países tinha acesso a esses serviços. Os demais não tinham conta em banco.

Os dados e das projeções são parte do um levantamento feito pelo McKinsey Global Institute, divulgado este mês, que analisou qual seria o impacto da adoção de serviços financeiros móveis em países emergentes nos mercados do Brasil, China, Etiópia, Índia, México, Nigéria e Paquistão. Além do estudo de campo, os pesquisadores entrevistaram 150 especialistas para compor o seu diagnóstico, onde mostram que a disseminação em larga escala dos serviços financeiros digitais “tem o poder de transformar a perspectiva econômica de bilhões de pessoas e injetar novo dinamismo nos pequenos negócios que se ressentem da falta de crédito”.

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Os resultados do estudo indicam que os países o crescimento adicional do PIB nos países emergentes de 6% em média responderia pela criação de 95 milhões de novos empregos em todos os setores da economia. Outro impacto positivo da dinamização da economia seria a viabilidade de oferta de US$ 2,1 trilhões de empréstimos a indivíduos e pequenos e médios negócios, que hoje enfrentam a restrição de crédito.

Quanto os impacto dos serviços financeiros móveis por país, o levantamento revela que o impacto seria proporcionalmente maior nos países de menor renda, como é natural. Mas mesmo nos países de renda mediana era seria ainda expressivo. Ou seja, o PIB de países como Etiópia, Índia e Nigéria cresceria a taxas entre 10% e 12%. Já o de países como Brasil, México e Quênia poderia registrar taxas de 4% a 5%.

Por fim, o trabalho destaca que a possibilidade de se acelerar o crescimento dos países emergentes, por meio dessa alavanca, pode ser feita rapidamente e sem grandes investimentos adicionais em infraestrutura. Isso porque perto de 90% da população desses países, como ocorre no Brasil, tem acesso às redes 3G e 4G de telefonia celular.

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