“Usamos equipamentos chineses há 20 anos sem histórico de vazamentos”, diz Capdeville


Executivo da TIM defende uso da tecnologia chinesa nas redes nacionais, explica que o debate geopolítico pode ter reflexo nos preços ao consumidor e impedir operadoras de expandirem suas redes caso tenham de trocar equipamentos já em uso.

O debate geopolítico em torno do banimento de fabricantes de equipamentos de rede com base em sua origem continua a preocupar as operadoras brasileiras. Hoje, 16, durante coletiva de imprensa, representantes da TIM defenderam a manutenção da competição neste mercado e que o governo não imponha nenhuma restrição à Huawei ou quaisquer fornecedores chineses.

Segundo o CTIO da TIM, Leonardo Capdeville, as operadoras locais usam os sistemas chineses há décadas, sem qualquer incidente. “Usamos equipamentos chineses há 20 anos, e não temos nenhum histórico de  problema de segurança, de vazamentos. Não teve apagão das telecomunicações na Copa, nem nas Olimpíadas, nem agora que o consumo cresceu na pandemia de covid. Não há nada que desabone essas tecnologias”, resumiu o executivo.

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Na última semana, os presidentes das operadoras se reuniram com o Ministro das Comunicações Fabio Faria para apresentar os reflexos de eventual adesão do Brasil ao conceito de rede limpa propalado pelos Estados Unidos. Este conceito prevê que não exista nenhum equipamento chinês nas redes de telecomunicações. O que significa retirar o que já foi instalado. Estava na reunião Pietro Labriola, o CEO da TIM.

Labriola afirmou na coletiva desta quarta feira que os executivos buscaram mostrar que qualquer banimento vai ter impacto no bolso do consumidor. “A presença desses fornecedores é relativamente grande na nossa rede”, destacou.

Segundo ele, se as operadoras tiverem que despender de recursos para trocar uma rede que já utilizam, terão de cobrar do consumidor ou deixar de fazer aportes na expansão para áreas que precisam de cobertura ou melhoria. Ele ainda levantou questões quanto à extensão do banimentos. Caso a restrição seja a equipamentos de rede em geral fabricados por empresas da China, significa então que modems, roteadores WiFi, cabos e outros dispositivos utilizados no segmento corporativo e por ISPs teriam de ser substituídos, observou.

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