Unicórnio do e-commerce, VTEX quer liderar o varejo digital


A VTEX, unicórnio brasileira que provê plataformas de e-commerce para um quarto do varejo digital do país, está empenhada no processo de aceleração do e-commerce no conceito mais abrangente de digital-commerce. A empresa arrecadou R$1,250 bilhão, o que lhe rendeu uma avaliação de US$ 1,7 bilhão.

A VTEX, unicórnio brasileira que provê plataformas de e-commerce para um quarto do varejo digital do país, está empenhada no processo de aceleração do e-commerce no conceito mais abrangente de digital-commerce, afirmou Alfredo Soares, vice-presidente institucional a VTEX Global, que participou da abertura do RetaiTech, evento promovido pela Distrito. A empresa foi fundada em 1999 por Mariano Gomide e o Geraldo Thomaz inicialmente como softwarehouse até migrar para o modelo vitorioso de e-commerce.

Em setembro, a VTEX arrecadou R$1,250 bilhão em uma rodada de financiamento da Série D, o que lhe rendeu uma avaliação de US$ 1,7 bilhão e o status de unicórnio da tecnologia.

O financiamento veio dos principais investidores de tecnologia como Tiger Global, Lone Pine Capital, Constellation, Endeavor Catalyst e SoftBank somando US$ 365 milhões nos últimos 10 meses. Antes disso, a empresa já havia levantado em uma rodada de financiamento Série C de $ 140 milhões liderada pela Softbank.
A meta dos fundadores é utilizar os recursos captados para investir ainda mais no Produto, em Customer Experience e na expansão global. A VTEX usará fundos da última rodada para fazer aquisições, contratar talentos adicionais, inovar sua plataforma e acelerar o crescimento nos mercados dos EUA, Europa e Ásia-Pacífico.

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Alfredo Soares, vice-presidente institucional da VTEX

“A maior parte das empresas que alcançaram marcas relevantes tem histórias de “pivotagem”, ou seja, começaram com um objetivo e encontraram ao longo da jornada, janelas de oportunidades às quais souberam se adaptar. A VTEX começou como uma softwarehouse voltada ao mercado têxtil e “pivotou” para o mercado de e-commerce, assumindo o desafio de desbravar o comércio eletrônico brasileiro”, conta Soares.

Ele informa que entrou na VTEX há seis anos quando a empresa valia US$ 175 milhões e passou a atuar na aquisição de startups e fintechs que formaram o ecossistema VTEX.

“Hoje a VTEX vale US$1,7 bilhão e tem um papel significativo para o ecossistema de comércio eletrônico brasileiro. Além de reverberar sua tecnologia de e-commerce para todo o Brasil e o mundo, facilitando às indústrias e às empresas o acesso ao consumidor digital, que deve estar no centro de tudo. Muitas empresas se globalizaram por meio da VTEX”, destaca Soares.

Entre as ambições de médio prazo está a de ter condições de continuar entregando valor. Soares diz que, durante a pandemia, a empresa procurou aprimorar o comprometimento com os lojistas.

“O objetivo era tangibilizar o presente. Não adianta ficar na visão de futuro e não entregar agora a melhor ferramenta para o varejo e a indústria se transformarem. A VT]EC tem conseguido equilibrar muito bem a visão do futuro com a responsabilidade do presente. Sabemos que o cliente mais do que nunca está precisando trazer o futuro para o presente, com essa aceleração do consumidor e o aumento da penetração do e-commerce no varejo” diz Soares.

Ele explica que a extensão global da empresa a permite conhecer e incorporar as melhores práticas. A VTEX tem escritórios em cidades como Cingapura e Nova York e os executivos têm visitado operações e olhado soluções de logística e social services. “Há soluções de descentralização do Centro de Distribuição, em que a China ganha grande protagonismo como o CD principal do e-commerce global”, completa Soares

A plataforma de comércio colaborativo da empresa, que integra exclusivamente comércio digital, marketplace nativo e recursos de gerenciamento de pedidos, teve um crescimento de 98% na adoção da plataforma durante a pandemia. A empresa agora abastece mais de 3.000 lojas online para marcas globais como AB InBev, Motorola, Stanley Black & Decker, Sony, Walmart, Whirlpool, Coca-Cola e Nestlé. está presente em mais de 40 países, apoiando vendedores B2B e B2C por meio de sua plataforma de comércio colaborativo.

“O protagonismo não está mais na estratégia e sim na tática, mais precisamente no consumidor. A internet é a ferramenta a conectar tudo. O B2B vem absorvendo mais essa missão de conectar e parando de impor ou tentar acertar a próxima tendência. As empresas vêm se aproximando mais do consumidor e testando a próxima tendência e se transformando em marcas. O B2B vem aceitando e se adaptando a essa transformação. E vale destacar o papel do distribuidor, que vem assumindo o protagonismo de comunicação, logística e operação, que, muitas vezes, a indústria não tem o know-how. A VTEX habilita a indústria a se tornar um marketplace e a conecta com o ecossistema de lojas VTEX”, conclui o vice-presidente da VTEX.

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