Twitter reduz expectativas para 2015


O Twitter divulgou hoje (28) o resultado financeiro do primeiro trimestre do ano. A rede de microblogs faturou US$ 436 milhões, 74% a mais que um ano antes. Não fosse o impacto da valorização cambial do dólar, o aumento da receita teria atingido 80%, afirma a empresa. No período, houve prejuízo de US$ 162 milhões, ante perdas de US$ 132 milhões de janeiro a março de 2014.

Os resultados desagradaram os mercados. As ações da empresa caíram 9,39% ao longo do dia, na bolsa eletrônica Nasdaq. Isso porque a própria companhia havia divulgado previsão de faturamento maior, entre US$ 440 e US$ 450 milhões no período. Um dado, porém, veio acima da projeção: o EBITDA ajustado, que foi de US$ 104 milhões, ante previsão de US$ 89 milhões a US$ 94 milhões.

Diante destes números, decidiu reduzir suas projeções de crescimento para 2015. Para o próximo trimestre, espera faturamento entre US$ 470 milhões e US$ 485 milhões. No ano, acredita em receita entre US$ 2,17 bilhões e US$ 2,27 bilhões. Anteriormente, projetava receita anual entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,35 bilhões. Apesar disso, não reduziu a previsão para o capex, que deverá variar de US$ 500 milhões a US$ 650 milhões.

A rede diz que alcançou 302 milhões de usuários ativos por mês, uma alta de 18% sobre 2014. Para atrair mais usuários, aumentou seus recursos em vídeo, mensagens direta em grupo, criou sistema de análise para publicidade direcionado a pequenas e médias empresas e estabeleceu parcerias, entre outras, com Flipboard e Yahoo Japão.

Também adquiriu empresas. Além da Periscope, em vídeo, no último mês, e da Niche, de monetização para desenvolvedores, anunciou hoje a compra da TellApar. Esta empresa possui tecnologia que identifica gostos dos usuários e prediz por quais produtos ele deverá se interessar no futuro. A valor da aquisição não foi divulgado, e a operação deve ser concluída até junho.

Da receita total do Twitter, US$ 388 milhões vieram da publicidade, um aumento de 72% comparado aos três primeiros meses de 2014. Deste total, 89% vei de dispositivos móveis. Fora dos Estados Unidos, a receita foi de US$ 147 milhões, 109% maior que um ano antes. O valor representou 34% do faturamento total.

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