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Comportamento

TV ultrapassa computador para acesso à internet nas casas brasileiras

Comportamento foi apontado em levantamento do IBGE. Popularidade dos serviços de vídeo são apontados como fator de influência para o resultado.

Em 2021, houve mais famílias com acesso à internet pela TV do que por um computador. O cenário foi apurado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do módulo temático sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 16. 

O levantamento ocorreu no 4º quadrimestre de 2021. Neste período, 42,2% das famílias acessavam a internet com frequência por meio de um microcomputador e 44,4% pela da televisão. A trajetória é diferente entre os dois dispositivos, sendo uma alta apenas para a TV. Já o celular, permanece em protagonismo com praticamente a totalidade dos domicílios, 99,5%. 

Analistas do IBGE relacionam o resultado da pesquisa à popularidade dos serviços de streaming e vídeo on demand. Outro ponto relevante do acesso à internet pela TV é a renda dos usuários. A média do rendimento per capita das famílias com acesso à microcomputadores é 15% maior em relação aqueles com televisão –  R$ 2. 296 e R$ 1. 985, respectivamente.

 

Menos telespectadores

Apesar da TV ser mais usada para o acesso à internet do que os microcomputadores, há menos telespectadores em comparação a 2019, eles estavam em 95,5% das casas brasileiras em 2021, mas eram  96,2% anteriormente. Neste período, o número absoluto de casas sem TV cresceu de 2,7 milhões para 3,2 milhões. 

Ao todo, 72,9 milhões de domicílios particulares permanentes tinham uma TV no Brasil. Na área urbana há mais público do que na área rural respectivamente, 96,2% e 90,8% das residências. 

De 2019 para 2021, houve aumento no número de domicílios que possuem somente televisão de tela fina (de 74,3% para 84,2%). Apesar disso, 12% das famílias ainda usam  apenas TV de tubo – esta proporção era de 18,3% antes da pandemia.

Sinal digital 

Entre os domicílios com TV no país, 90,9% tinham conversor digital no final de 2021, número que se manteve praticamente estável em relação a 2019, quando a proporção era de 89,9%. Entre elas, o sinal digital está presente em 76,6% dos aparelhos na área rural (aumento de 4,7 pontos percentuais) e 92,9% na área urbana.  

Os domicílios com recepção de sinal por antena parabólica compreendiam 22,6% do total no final do ano passado, uma queda de 3,9 pontos percentuais em relação a 2019. A grande maioria está no Nordeste e Norte do país, que juntos somam 66,4% do acesso por este meio. 

Há ainda 1,5 milhão de domicílios sem alternativa à TV aberta por conta do desligamento do sinal analógico. Elas correspondem a 2% das residências em área urbana e 3,4% em área rural.

'Sem interesse' à assinatura

Já na TV por assinatura, estava presente em 27,8% dos domicílios em 2021, contra 30,2% em 2019. Quanto às regiões com maiores usuários, a situação se inverte em relação ao sinal digital: 35% no Sudeste, 32,5% no Sul, 25,7% no Centro-Oeste, 19,1% no Norte e 15,3% no Nordeste. 

O acesso ao serviço está diretamente ligado à renda. Em 2021, o rendimento per capita nos domicílios com antena parabólica (R$ 1.075) representava 46% daquele nos domicílios com acesso à televisão por assinatura (R$ 2.336). Além disso, 43,5% não o adquiriram por considerá-lo caro. Outros 45,6%, a maioria, por "não haver interesse pelo serviço".

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