Tráfego IP de dispositivos móveis deve superar o de PCs em 2018, diz Cisco


A Cisco divulgou hoje a pesquisa Visual Networking Index (VNI), em que dimensiona o tráfego mundial entre computadores, dispositivos móveis e vestíveis, e traz tendências para os próximos anos. A novidade é que, em 2018, celulares, tablets e IoT vão representar mais da metade (57%) do tráfego IP mundial. Em 2013, 33% de todo o tráfego vinha desses aparelhos.

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O tráfego gerado pela internet das coisas deve crescer 84% nos próximos cinco anos. O gerado por tablets, 74%, e o por smartphones, 64%. Também, ao final de 2018, o mundo deverá ter mais tablets em funcionamento do que PCs, e a internet vai movimentar o equivalente a 1.6 zettabytes, três vezes mais que o volume atual.

As explicações para o enorme incremento no tráfego são maior uso de aplicações de vídeo, bem como oferta barata a conexões banda larga mais rápidas, tanto fixas quanto móveis. A Cisco prevê ainda que, em 2018, teremos 21 bilhões de dispositivos conectados à rede, metade dos quais, móveis. A previsão é que existam 7,3 bilhões de dispositivos M2M em funcionamento em cinco anos. Mas o mercado de vestíveis não deve decolar. Segundo a empresa, ao final de 2018, existirão apenas 22 milhões de aparelhos do tipo conectados à rede, do total de 177 milhões em funcionamento, mas que não possuirão recursos de conexão.

A companhia ressalta também que o consumo de dados por aparelho é muito diferente. Em 2013, objetos M2M geraram, em média, 78 MB de tráfego ao mês, ante 1 GB de smartphones, 4 GB de tablets, e 22,7 GB dos PCs. A empresa espera que as TVs com resolução UltraHD também multipliquem o tráfego, uma vez que no mercado atual, a tecnologia ainda nascente constituiu consumo médio de 22,9 GB de dados por mês. (Com agências internacionais)

 

 

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