Ataque cibernético ao TJ-RS quer US$ 5 milhões para não vazar dados


Após sofrer um ataque cibernético, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) informou hoje, 30, no Twitter, que seu Sistema Eletrônico de Informação (SEI) retornou e já pode ser acessado por usuários internos e externos. No entanto, permanecem vedados o acesso remoto e o uso de estações de trabalho dentro da rede.

O ataque sofrido pelo tribunal na quarta resultou na encriptação dos arquivos dos funcionários e forçou o fechamento da rede.  O grupo REvil Ransomware, possível responsável pela operação, pediu US$ 5 milhões para liberar os documentos e não vazá-los, de acordo com o especialista em segurança de rede brasileiro que se identifica como BruteBee. Fontes do Ciso Advisor confirmaram essa mesma informação, em nota.

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Se o órgão não atender às demandas dos invasores até 12 de maio, poderá ser alvo de outro ataque DDoS. Depois desse prazo, o valor do resgate dobrará, chegando a US$ 10 milhões.

Neste ano, o REvil Ransomware ameaçou também a Apple e a Acer a divulgar os dados roubados caso as empresas não pagassem os US$ 50 milhões solicitado.

Em um primeiro momento o TJ-RS notificou o problema apenas como instabilidade do sistema, suspendendo os prazos dos processos físicos e eletrônicos. Porém, às 22h do mesmo dia, confirmou o ataque cibernético sem muitos detalhes. O Tribunal afirmou que as equipes técnicas e o Núcleo de Inteligência do TJ-RS estão averiguando o caso e que solicitou apoio do Conselho Nacional de Justiça.

Além do SEI, o Tribunal conseguiu restabelecer o sistema Eproc no 1º e 2º grau, ontem. O eThemis, sistema de informatização das atividades a cargo de magistrados e servidores do Poder Judiciário, bem como o Sistema de Atendimento Telefônico (CADI) ainda não estão disponíveis.

Esse não é o primeiro ataque hacker ao sistema judiciário brasileiro. No fim do ano passado, o Superior Tribunal suspendeu suas atividades após um hacker exigir pagamento para liberação dos dados encriptografados.

Errata: Diferente do que estava escrito inicialmente neste texto, o valor cobrado é de US$ 5 milhões.

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