TIM vai testar tecnologia G.Fast com a ZTE no Brasil


A fabricante chinesa, que responde por 70% da rede de acesso da TIM Fiber, vai trazer para o Brasil o desenvolvimento de algumas soluções de banda larga. A meta da TIM é aperfeiçoar o processo que combina a transmissão por uma rede de fibra, com o acesso a última milha em cobre, para ofertar banda larga na velocidade Gbps a preços de Mbps.

O acordo firmado ontem entre TIM e ZTE para a instalação de um centro de inovação no Brasil pretende testar o novo padrão G.fast na rede de acesso da TIM para ofertar serviços de FTTH com velocidades mais altas e um custo menor para os clientes da operadora. A tecnologia G.Fast é a nova versão do ADSL, ou seja, usa os fios de cobre existentes para levar banda larga, porém, com altíssima velocidade – o pico será de 1 Gbps. “Queremos otimizar o desenvolvimento de equipamentos usando essa tecnologia e, também, trabalhar a tecnologia PON para desenvolvermos uma estrutura de rede em FTTH, que possibilite reduzir custo e padronizar os processos para termos uma oferta de serviços de alta capacidade com preços acessíveis”, informou Cícero Olivieri, diretor de rede da TIM, em entrevista ao Tele.Síntese.

A operadora já utiliza a rede da TIM Fiber (a unidade de banda larga fixa da companhia) para a transmissão de dados e faz o acesso, nos últimos 400 metros à casa do cliente pela conexão via cobre. “Com essa combinação já conseguimos um modelo de custo e de implantação bastante eficientes”, comenta Olivieri. Com o Centro de Inovação, o objetivo é aperfeiçoar a tecnologia, ainda em fase de desenvolvimento e padronização (a primeira fase do novo padrão já foi aprovada pela UIT – União Internacional de Telecomunicações).

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De acordo com Olivieri, em menos de dois anos de operação da TIM Fiber, a operadora cobriu 1,6 milhão de residências e conquistou, nesse universo, 100 mil clientes. O serviço está disponível em quatro cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu) mas a oferta pode ser ampliada para as cidades das regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo. A rede de fibras (construída pela Eletropaulo Telecom e adquirida pela TIM) tem sete mil km de extensão. “Eu posso crescer a minha rede TIM Fiber, sem investimentos grandes, em toda a região metropolitana das duas grandes cidades”, comentou. O investimento previsto pela TIM para a expansão na rede acesso é de R$ 100 milhões por ano no triênio 2014-2016.

“Com essa rede a gente consegue o melhor dos dois mundos: a capacidade da fibra óptica e, com a última milha em cobre, um custo de conexão baixo. Assim, já oferecemos o Live TIM nas velocidades de 35 Mbps (a R$ 69,90); de 50 Mbps (R$ 89,90), e 70 Mbps (R$ 119,90”, comenta o diretor de rede. A TIM também oferece ao mercado residencial 1 Gbps a R$ 1.499 (neste caso usa a conexão de fibra até a casa do cliente).

A estratégia da TIM é atender os mercados residencial e de pequenas empresas com a combinação das duas tecnologias (fibra e cobre, no padrão G.Fast). Para as grandes companhias, o serviço é pela infraestrutura de fibra. Com a parceria firmada com a gigante chinesa, será instalado no Rio de Janeiro um centro de P&D. De acordo com Olivieri, as equipes de engenharia das duas empresas já estão trabalhando e, no final do ano, os protótipos e a estrutura do laboratório devem estar prontos. A ZTE, principal parceira na rede de acesso da TIM Fiber (tem 70% de market share, os 30% são da Alcatel-Lucent) vai trazer para o país o desenvolvimento de algumas soluções de banda larga fixa. “Com isso começamos os testes na rede da TIM e, na sequência, iniciamos o aperfeiçoamento dos equipamentos para, no segundo semestre de 2015, termos condições de lançar produtos em cima dessas tecnologias. Isto colocaria a TIM e o Brasil na vanguarda da comercialização dessas tecnologias”.

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