TIM vai aumentar investimentos em 2016


O CEO da Telecom Itália, Marco Patuano, anunciou hoje, 27, durante Futurecom 2015, que a operadora brasileira de celular vai aumentar os investimentos em 4G no próximo ano, mas os valores só poderão ser anunciados no próximo mês. Segundo o executivo, a empresa decidiu investir mais do que o planejado inicialmente, para aproveitar a oportunidade da valorização das moedas estrangeiras. “Nós somos investidores de longo prazo”, reforçando que a crise macroeconômica brasileira  não inibe a atuação da operadora.

Na avaliação do grupo, é o momento de aproveitar o outro lado da crise e se apropriar da desvalorização do real, ampliando os investimentos, ao invés de fazer cortes no Capex, como outros competidores estão fazendo.Em fevereiro, o grupo havia anunciado investimentos de R$ 14 bilhões no triênio 2015 a 2017

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A empresa decidiu investir firme na 4G, e está reavaliando a convivência de três tecnologias – 2G, 3G e 4G, de maneira a rever se os custos da manutenção dessas três redes realmente se justificam.

E o executivo apresentou, em sua apresentação, duas propostas intrigantes: as teles devem criar plataformas próprias, com o mesmo DNA das atuais OTTS, justamente para competir com elas, e a empresa poderá manter a rede 2G, somente para carregar a voz, e desligar a rede 3G em 2019 que, no seu entender, é grande consumidora de frequência, e usar somente as redes LTEs, muito mais eficientes para transportar o crescente volume de dados.

Desafios

Para o executivo, a 5G e a IoT ainda não apresentaram modelos de negócios que sejam convincentes para justificar os vultosos investimentos e a contínua perda de receitas das telcos para as OTTs (empresas de internet Over The Top, como Facebook, Netflix e WhatsApp), e ele acredita que somente se as empresas passarem a desenvolver plataformas, assim como as OTTs, deixarão de perder receitas na cadeia de valor.

E convocou os desenvolvedores para se engajarem nessa empreitada. “Nós precisamos de plataformas de abordagens ágeis, o que os engenheiros de telecomunicações não sabem fazer”, afirmou.

A sua aposta é no Big Data. “Não temos a familiaridade, mas uma possibilidade enorme. Precisamos sair da conectividade para as plataformas, com ecossistema de desenvolvedores e aprender com eles”, completou.

 

 

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