TIM tem interesse em frequências e backhaul da Oi


Enquanto a Oi busca implementar seu plano estratégico, com a venda de ativos não essenciais, as rivais não descartam participar da venda de ativos mais relevantes. O CEO da TIM, Pietro Labriola, disse hoje, 29, que a operadora não descarta adquirir bens que tragam mais valor a seus acionistas.

“Sendo presidente de empresa cotada na bolsa, é obrigação minha se, no mercado vai estar disponível frequência, ou backhaul, tenho que verificar se vão gerar valor para meu acionista. No caso da Oi, se estiver disponível frequência ou backhaul, temos que avaliar se vai gerar valor. Depois, a consequência é clara”, afirmou a jornalistas durante a Futurecom 2019, evento que acontece ao longo da semana, em São Paulo.

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Ele disse, porém, que a aquisição de tais ativos depende ainda da formatação do próximo leilão de frequência 5G. “Estamos aguardando entendimento do mercado [sobre M&As]. Temos que lembrar a importância do leilão. Eu tenho que entender as regras do leilão, o que vai ser colocado, se terá operadoras que têm mais frequências. Assim como temos que avaliar se a concentração de frequência pode gerar algum problema”, ressaltou.

Recurso no Cade

A concentração de insumo e questão principal dentro da TIM. A operadora recorreu ao Cade semana passada, pedindo reavaliação do aval à fusão de Claro e Nextel. Para Labriola, o órgão antitruste era o foro a ser acionado pois o tema não é regulatório, e sim, de competição.

“A Anatel definiu as regras do spectrum cap. No Brasil, assim como no resto do mundo, cabe à autoridade antitruste avaliar coisas que mudem o nível de competição. Enquanto o regulatório trabalha definindo ex-ante as regras e fiscaliza, as autoridades antitruste deixam os avaliam se o procedimento muda o modelo de competição. Quem vai definir a regra do setor é quem vai avaliar a competição”, disse.

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