TIM paga R$ 7,93 bi por sua parte na Oi Móvel


Crédito: Divulgação
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A TIM também divulgou hoje, 20, mais detalhes dos valores pagos, ou que serão pagos no futuro, à Oi pela compra da Oi Móvel. A tele vai desembolsar ao todo R$ 7,93 bilhões pela sua fatia, composta por 40% da base de clientes (cerca de 16,7 milhões de assinantes, considerando os dados mais recentes da Anatel), 49 MHz de espectro e 7,2 mil sites móveis.

Do valor total definido, a TIM transferiu hoje R$ 4,29 bilhões à Oi, R$ 2,06 bilhões ao BNDES para quitar dívidas da Oi. Outros R$ 634,33 milhões ficaram retidos e serão transferidos nos próximos 120 dias.

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A TIM também vai pagar R$ 230 milhões até 2023 “condicionado ao atingimento, até 31 de março de 2023, de determinadas metas relacionadas às radiofrequências e base de clientes envolvidas na Transação”.

Adicionalmente, a TIM também pagou hoje R$ 250,72 milhões a título de remuneração por até 12 meses de prestação de serviços na fase de transição.

Assinou ainda com a Brasil Telecom Comunicação Multimídia S.A. (“V.tal”) contrato de uso de capacidade de infraestrutura de transporte por 10 anos envolvendo o pagamento de valores decrescentes que, trazidos a valor presente, totalizam aproximadamente R$ 476 milhões.

A TIM foi a principal compradora do ativo móvel da Oi, ficando com cerca de 49% do negócio. Com isso, aproximou a quantidade de espectro detida em relação à Claro e à Vivo, embora siga com menos do que as rivais. Também amplia a cobertura em faixas médias, que conferem maior capacidade de transmissão de dados no celular.

A empresa dará mais detalhes sobre a transação no próximo dia 25 de abril, em conferência com analistas de mercado e imprensa.

A venda da Oi Móvel foi uma etapa do plano de recuperação judicial da Oi, o maior já realizado no Brasil. Iniciada em 2016, a recuperação resultou na venda de data centers, torres, da unidade móvel e do controle da V.tal, braço de infraestrutura óptica do Grupo Oi. De todas as transações, apenas da venda do controle da V.tal, por R$ 12,9 bilhões, ainda está indefinida, à espera de votação pelo Conselho Diretor da Anatel. A expectativa do juiz Fernando Viana, do TJ-RJ, responsável pelo processo, é encerrar a recuperação da Oi até o final de maio. Ao fim, a empresa será mais enxuta, focada em banda larga fixa, prestadora de serviços de instalação e manutenção, e detentora da maior área de concessão do país, cuja outorga vence em 2025.

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