TIM não quer ser excluída do debate da renovação dos contratos de concessão


Para Carlos Eduardo Franco, diretor de Relações Regulatórias da TIM Brasil, as autorizatárias não podem ser excluídas do debate da renovação dos contratos de concessão. “Muita gente está perguntando o que estou fazendo nesta mesa? Eu estou aqui porque alterações nas regras da concessão afetam nosso negócio”, esclareceu.

Para ele, interessa às autorizatárias saber se haverá mudança no conceito de bem reversível. O bem reversível é pilar do modelo, faz parte da regra do jogo”, provocou, referindo-se, sem mencionar explicitamente, ao backhaul das concessionárias ao qual é importante para as autorizatárias ter acesso.

Ele também disse que é preciso saber com qual cenário trabalha o regulador na revisão dos contratos. Se é um cenário de deficiência de backhaul, ou de oferta suficiente. “Para nós é cenário de deficiência de oferta. Não queremos pegar carona na concessionária. Não queremos sua fibra. Queremos o direito de acesso. Uma coisa é fazer a opticalização da rede compartilhando a infraestrutura de torres e dutos da concessionária. Outra coisa é não ter acesso a essa infraestrutura, o que está garantindo pela regulamentação”, afirmou.

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Franco participou dos debates do 39 Encontro Tele.Síntese, realizado hoje em Brasília, pela Momento Editorial. O seminário discutiu vários aspectos relacionados à revisão dos contratos de concessão.

 

 

 

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