TIM já tem “shortlist” para potencial joint venture em carteira digital


A TIM caminha a passos largos para lançar sua carteira digital. Conforme apresentação realizada pela companhia a investidores no final de agosto, a operadora trabalha com a perspectiva de formar uma relação “simbiótica”, similar a uma joint venture, para explorar o segmento no futuro próximo.

PUBLICIDADE

O processo de escolha desse parceiro está avançado e já conta com uma “shortlist”. Ou seja, dos inúmeros interessados que surgiram a partir da prospecção no mercado, reduziu-se as negociações a poucos com potencial de fechamento de contrato. A empresa não revela, no entanto, quantos, nem quais, são os integrantes dessa lista.

“É um processo em estágio bastante avançado, mas não podemos compartilhar por tratar-se de informação estratégica e confidencial”, diz Renato Ciuchini, head de estratégia e transformação digital da TIM Brasil, ao Tele.Síntese.

A executivo conta que o plano da TIM é fornecer acesso à base de clientes, o conhecimento que tem do comportamento dessa base e a capacidade de engajamento por meio de CRM ou bônus de franquia de dados. O parceiro ideal, diz, vai complementar “estes ativos com plataforma tecnológica, regulatória e operação de serviços financeiros, visando uma geração de valor significativa para ambos os lados”.

Inclusão bancária do pré-pago

Segundo ele, a busca pela inclusão bancária de quem não tem conta em nenhum banco hoje trará cidadania financeira a esse público de menor renda. “São  milhões de pessoas hoje ainda desbancarizadas devido a burocracia e custos do sistema financeiro tradicional”, lembra.

Ciuchini também não revela prazos para fechamento da parceria, nem estima quando o serviço estará no ar. Mas diz que já está definido o primeiro produto a ser lançado. “Começaremos pela recarga e iremos subir na cadeia oferecendo outros serviços financeiros e não financeiros”, diz.

No final de agosto, Ciuchini contou em live realizada pelo Tele.Síntese que a intenção era buscar parceiros já com alguma afinidade no mercado financeiro, bancário ou de crédito, e deu como exemplos potenciais bureaus de crédito. Explicou que a carteira digital terá foco em atender clientes desbancarizados de planos pré-pagos, enquanto o C6 Bank, fintech com a qual tem um acordo para a oferta de serviços de banco digital, atenderá assinantes do pós-pago e controle, uma vez que esses públicos têm demandas diferentes.

Anterior Claro lidera alta em banda larga fixa no mês de agosto
Próximos Anatel: Regulamento Geral de Satélite trará política de “Open Sky”