TIM Italia ainda analisa pedido do KKR para fazer due diligence


O Conselho de Administração da TIM Italia (telecom Italia), dona da TIM Brasil, anunciou hoje, 17, que o comitê criado para analisar a proposta de compra pelo fundo norte-americano KKR ainda está avaliando se deve ou não aceitar o pedido de realização de due diligente.

Na terça-feira, 14, o KKR divulgou carta na qual reiterava a intenção de fazer uma due diligence ao longo de um mês, na sede da TIM Italia, a fim de colher as informações que desejava para apresentar a proposta não vinculante de compra. Até o momento, a oferta ultrapassa os US$ 37 bilhões, incluindo a dívida de cerca de US$ 32 bilhões do grupo italiano.

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O KKR disse que não estabeleceu data para o aceite e avisou que a proposta seguirá em pé por tempo indeterminado.

O Conselho da TIM Italia diz que o comitê criado para analisar a oferta vai demorar para emitir uma resposta pois o assunto é complexo. E diz que o comitê está analisando a carta enviada dia 14 pelo KKR, na qual se dispõe a colaborar com a diretoria da empresa para acelerar as análises.

“Neste momento, uma avaliação profunda da oferta não vinculante, assim como comparações com projeções e revisões de alternativas estratégicas estão acontecendo, a fim de decidirmos, entre outras coisas, se daremos acesso à due diligence solicitada pelo KKR”, declarou o Conselho de Administração, em nota.

Gubitosi deixa a empresa

O comunicado informa também que o ex-CEO Luigi Gubitosi deixou hoje o posto que ocupava no Conselho. Ele fechou acordo com a empresa, pelo qual se compromete não processá-la por quaisquer questões trabalhistas. Pelo combinado, ele recebera € 6,9 milhões em fevereiro (o que equivale a R$ 44 milhões).

A proposta do KKR não caiu nas graças do Conselho, que tem maioria do grupo francês Vivendi. Há a percepção de que a TIM Italia vale muito mais. O fundo norte-americano, por sua vez, já teria agido para buscar apoio do CPD, banco estatal italiano com participação relevante na empresa de telecomunicações.

O KKR já é sócio da Telecom Italia na Fibercoop, empreendimento de infraestrutura de fibra óptica. Sua proposta seria de, uma vez comprada a TIM Italia, os ativos de rede legada sejam segregados e passem à administração do CPD.

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