TIM enxuga portfólio de SVA


imageA TIM está promovendo uma limpeza em seu portfólio de serviços de valor agregado. A operadora, que tem hoje 317 serviços listados, pretende reduzir a não mais que 200 até dezembro. Do total serviços, apenas cinco são responsáveis por 50% do faturamento. Enquanto 25 geram 75% da receita do segmento. Os que mais faturam são os serviços de caixa postal, proteção, backup, música e entretenimento.

A iniciativa vem sendo tocada ao mesmo tempo em que a companhia altera sua plataforma de serviços de valor agregado. A empresa está adotando uma nova plataforma, criada pela empresa italiana de TI Engineering.

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“Descredenciamos 15 parceiros recentemente, com produtos sem relevância e com problemas de atendimento. A gente vai reduzir para depois expandir com um ecossistema mais saudável para todos. Não significa que não vamos lançar coisas novas. A gente tem que focar no que gera mais valor”, diz, justificando a medida de simplificação das ofertas, Flávio Lang, diretor de serviços inovadores e handsets da TIM.

Ele explica que o objetivo é aperfeiçoar a gestão do portfólio e transformar o modelo de parceria no setor, que atualmente é baseado em revenue share. “Nossa proposta é o lifetime value share”, conta. Segundo esta abordagem, o desenvolvedor que obtiver mais usuários e conseguir mantê-los por mais tempo em carteira vai faturar mais no longo prazo. “Atualmente o tempo de vida de um app é de dois meses apenas”, frisou, durante evento da Converge Comunicações, realizado em São Paulo (SP).

Pelo novo modelo, a TIM controlará toda a plataforma de operação do app. Os serviços serão integrados aos sistemas da tele, e vão gerar também big data para a companhia. Em contrapartida, a operadora vai absorver o billing, distribuição, parte do marketing do produto e o atendimento ao cliente. Também vai integrar alguns dos serviços a planos de telefonia móvel, na busca por diferenciação das concorrentes, a exemplo do que já faz hoje com a oferta do TIM Music no pré-pago.

A nova plataforma entra no ar em 28 de maio. Inicialmente, aplicativos da própria TIM estarão na plataforma. Segundo Lang, já há conversas avançadas com a Movile, desenvolvedora do Playkids, para fazer parte, e com outra “grande desenvolvedora”.

O executivo conta também que o setor de SVA da empresa está investindo no desenvolvimento de quatro pilares. Ao longo deste ano prevê crescer em micropayment, “90% dos pagamentos no Brasil são de menos de R$ 100”, observa; música; vídeo e internet das coisas.

Em IoT, Lang promete lançar soluções de rastreamento. Segundo ele, o interessante para a TIM, que é uma operadora móvel, é explorar as oportunidades que resultem em ampliação da base de chips SIM. “IoT em casa não é foco de crescimento para a TIM”, falou.

Ele comentou, ainda, as oportunidades em venda de smartphones. A TIM passou a vender apenas smartphones, todos com conectividade 4G, em janeiro. Até o final do ano, espera receita de R$ 2 bilhões com vendas de dispositivos. Segundo ele, 88% das vendas de aparelhos no mercado brasileiro, incluindo aí varejo e outras operadoras, são smartphones.

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