TIM comemora primeiros resultados da parceria com banco C6


A parceria com o banco C6 prevê participação de até 15% da TIM no negócio. Para o segmento pré-pago a operadora estuda os modelos, mas eles sempre serão abertos e aderentes ao PIX, afirma Renato Ciuchini, diretor de Estratégia e Transformação Digital.

Desde que decidiu investir no setor financeiro, a TIM tem colhido resultados positivos e o plano é de ofertar mais facilidades ao seu cliente, em parceria com a fintech C6. Segundo o Head de Estratégia e Transformação Digital da TIM Brasil, Renato Ciuchini, em três semanas, a equipe de vendas conseguiu a abertura de 200 mil contas no banco parceiro. O acordo com o banco, explicou o executivo, prevê uma participação societária da operadora de até 15%, à medida em que ampliar a carteira de clientes.

Esse movimento faz parte da estratégia da TIM de crescer a receita em outros mercados e monetizar sua base de 50 milhões de clientes. “Nós atenderemos as maiores necessidades dos nossos usuários, que é facilidade de crédito e mais Giga”, afirma Ciuchini, que participou, nesta sexta-feira, 28, de live promovida pelo Tele.Síntese sobre dinheiro digital.

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A parceria com o C6 visa, segundo ele, uma melhor experiência para o usuário e  redução de custos de arrecadação e recarga para a empresa ao se conectar diretamente com o banco digital com uma estrutura de custo muito baixa. A TIM prevê para o futuro esse acordo transformar-se em marketplace para venda de serviços, como seguros e outras facilidades. Ciuchini afirma que o valor do cliente nas operadoras de telecomunicações é de R$ 800, enquanto no mercado financeiro é de R$ 4 mil. “Essa inovação monetiza a base de clientes e a TIM vai surfar a onda de valuation de empresas digitais”, disse.

Pré-pago

Os planos da TIM não param aí. A operadora está conversando com outras empresas do setor para transformar a base de pré-pago numa plataforma para oferecer crédito a uma massa de gente que não aparece no sistema financeiro. Entre os parceiros, pode estar os com birôs de crédito para tornar os algoritmos de crédito mais assertivos.

Ciuchini disse ainda que a TIM mantém a ideia de união das operadoras de celular para bancarizar os clientes do pré-pago, mas admitiu que essa proposta é difícil de ser implementada, visto que cada empresa tem uma visão própria sobre como atua nesse mercado. Assegurou que, qualquer que seja o formato da TIM, ele será totalmente aberto a aderente às regras do PIX do Banco Central.

 

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