TIM Brasil elevará investimentos em mais de 10%, excluído o pagamento da frequência


Como quarto maior mercado mundial em telecomunicações, o Brasil traz excelentes oportunidades para indústrias, como a de telecom, com planos de longo prazo. Por isso, a TIM Brasil, apesar da conjuntura atual econômica atual,  continua apostando no potencial do país, dentro de sua estratégia de ser líder nacional em dados móveis. E, de acordo com seu presidente, Rodrigo Abreu, vai ampliar os investimentos no próximo ciclo, que cobre o período 2015/2017).

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“Como estamos no meio do processo de definição do orçamento ainda não temos o número, mas certamente será superior ao verificado entre os dois ciclos anteriores, que foi de 10%. No ciclo 2014/2016, o investimento definido foi de R$ 4 bilhões por ano. No aumento não estão incluídos  os recursos para a compra da licença 4G”, informou ele. Os recursos serão dirigidos à rede 3G, principalmente à ampliação e melhoria de sua cobertura com a conexão dos sites em fibra e a instalação de small cells, e à rede 4G.

Camada do meio

Na avaliação do presidente da TIM Brasil, o futuro das operadoras de telecom, com a tendência de estabilidade das receitas de voz móvel, está indiscutivelmente nos dados. Mas, ao contrário do que se pregava nos últimos anos, que as teles teriam que migrar para a produção de conteúdo e apps para enfrentar as gigantes da internet, como Google e Facebook, Abreu acredita que esta briga já foi perdida. “Os grandes provedores de conteúdo de internet têm escala global, e as teles, mesmo as que atuam em vários países, têm escala nacional, por conta da infraestrutura”, disse.

Abreu defende que as teles invistam mais nas camadas intermediárias entre a infraestrutura e o conteúdo, que são as plataformas, serviços adjacentes, serviços de comunicação e serviços conectados. “Não devemos abandonar as apps e conteúdos, mas não devemos nos concentrar ai para rentabilizar o negócio”, avaliou.

 

 

 

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