TIM ativa seu core de rede 5G SA, mas com uso restrito


Crédito: Freepik
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A TIM Brasil anunciou hoje, 18, a conclusão da implementação de Core 5G SA (standalone). O recurso será essencial para a oferta de redes e serviços para os clientes a partir da disponibilidade da frequência de 3,5GHz. O acesso a essa rede, no entanto, será limitado por enquanto. As primeiras ativações, em formato soft launch, estarão disponíveis para colaboradores da operadora e os testes na rede seguem neste mês na sede da companhia, no Rio de Janeiro, na frequência 2,3 GHz.

Com infraestrutura de core baseada em nuvem privada, virtualizada, o 5G SA é essencial para aplicações de missão crítica, como carros autônomos e cirurgias à distância. Além disso, é a base para iniciativas em IoT e M2M (Machine to Machine), setores que mais irão se beneficiar das vantagens da tecnologia. O 5G SA disponibiliza, desde baixíssimas latências, a possibilidade de ter um número maior de devices conectados, sistemas mais ágeis e responsáveis por serviços associados e fatiamento de rede, incluindo gerenciamento de SLA mais eficiente.

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Suportada pela experiência adquirida com o uso de VoLTE no país, a TIM passa também a habilitar o serviço de Voz no 5G (VoNR), que prevê o aprimoramento de serviços que usam dados e voz simultaneamente, após a liberação da frequência de 3,5 GHz. A operadora é a primeira na América Latina a anunciar testes com VoNR.

O Core (núcleo) é a área responsável pela inteligência do serviço e do sistema, à frente da gestão dos dados e serviços de voz. Faz o correto tratamento da informação recebida e endereça para o serviço apropriado.

Segundo Marco Di Costanzo, Diretor de Rede da TIM Brasil, para o consumidor final, seja em 4G ou em 5G, o core é responsável por atender, por exemplo, ao comando de acessar um serviço de vídeo, enviando a demanda para o servidor final, ao mesmo tempo em que suporta a tarifação e cobrança no plano do usuário. “Para o mercado corporativo, ter o Core pronto para a rede 5G SA é importante para viabilizar soluções que serão possíveis a partir da disponibilidade da frequência de 3,5GHz”, explica.

“Ser a primeira operadora na América Latina a disponibilizar Core 5G SA é especialmente importante para atender demandas de clientes corporativos, que irão precisar de soluções de alta resiliência, baixíssima latência – na ordem de 1 milissegundo – e ultraconectividade. O 5G SA irá permitir a revolução na Internet das Coisas, e hoje, damos o primeiro passo para endereçar a demanda por IoT de alto rendimento e confiabilidade. O 5G SA nos permite desenvolver ofertas de serviços customizadas ao mercado corporativo, e é fundamental para a geração de novas oportunidades de receita,” ressalta Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil.

De acordo com relatório divulgado pela GSA em dezembro do ano passado, cerca de 99 operadoras, em 50 países, estão investindo em redes 5G SA, e pelo menos 20 delas já lançaram redes públicas. Considerando a complexidade e o tamanho do projeto, a TIM conta com Huawei e Ericsson como fornecedores, em uma composição que complementa os vários sistemas do core.

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