Teste de 5G puro da TIM atinge 3,9 Gbps com agregação de portadoras em 26 GHz


Resultados teste 5G com agregação de portadoras em 26 GHz e 3,5 GHz da TIM e da Qualcomm
Resultados teste 5G com agregação de portadoras em 26 GHz e 3,5 GHz da TIM e da Qualcomm até 800 MHz de espectro. Considerando apenas as faixas arrematadas no leilão, velocidade ficou em 3,9 Gbps (Divulgação)

A TIM registrou em seu laboratório no Rio de Janeiro uma velocidade de transferência de dados de 5.4 Gbps em rede móvel 5G SA em uma faixa de 800 MHz no espectro de 26 GHz, com agregação da portadora de 3,5 GHz (outros 100 MHz). Considerando a faixa de 600 MHz da banda de 26 GHz comprada pela empresa no leilão 5G, foi possível entregar conexões de 3,9 Gbps.

O número é 100 vezes maior do que o 4.5G e 100 vezes acima do registrado no 5G Dynamic Spectrum Sharing (DSS), usando toda a banda existente na faixa de 26GHz (chamada de ondas milimétricas ou mmWave em inglês).

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O uso das ondas milimétricas é sempre feito já com o 5G standalone (5G puro), com núcleo de rede nativo em nuvem da quinta geração. Vale lembrar que até julho a operadora terá de possuir núcleo ativo SA atendendo as capitais e o Distrito Federal, uma obrigação do edital do certame feito pela Anatel em novembro. Todas as cidades brasileiras terão 5G “puro” até 2029.

O resultado foi alcançado em parceria com a Qualcomm, que cedeu os terminais. Os testes foram realizados com infraestrutura de rede standalone 5G da TIM e utilizando um dispositivo de teste (smartphone) alimentado pelo Snapdragon X65 Modem-RF System, compatível com 26 GHz.

A TIM afirma que o sucesso da agregação de 3,5 GHz com os 26 GHz mostram o “acerto” da compra de ambas as frequências no leilão da Anatel de novembro passado.

Os testes representam a primeira conexão no Brasil e na América Latina usando 5G NR com Dual-Connectivity (NR-DC 3,5GHz + 26GHz), múltipla agregação de portadoras (CA ou Carrier Aggregation em inglês) e com Core 5G, que permite recursos como fatiamento de rede, menores latências e alta confiabilidade.

Segundo Marco Di Costanzo, Diretor de Redes da TIM Brasil, o teste mostrou a viabilidade da agregação de portadoras entre ondas milimétricas e médias. “Além de velocidades impressionantes de transferência de dados, os testes apontaram latências (tempo de resposta) drasticamente inferiores aos valores registrados hoje no 4G”, observa.

Os testes apresentaram uma latência de 5 milissegundos, que representa 1/4 do valor registrado hoje no 4G.

Para a Qualcomm, o teste mostra que a implementação do 5G puro no país está avançando. “Este mais recente marco com a TIM Brasil destaca um importante progresso em direção ao lançamento comercial no Brasil do 5G mmWave, que foi utilizado nos testes de velocidade no laboratório da operadora, para liberar todo o potencial do 5G e impulsionar a adoção do mmWave na região da América Latina”, disse Silmar Palmeira, Diretor Senior de Produtos, na QUALCOMM Serviços de Telecomunicações Ltda.

Na apresentação de seu plano industrial até 2027 na última semana, os executivos da TIM afirmaram que a FWA (banda larga fixa via 5G), comumente entregue via ondas milimétricas, será usada em locais onde não é possível chegar com fibra. Até 2024, calcula, serão 3 milhões de usuários desta tecnologia no Brasil.

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