Teles não crê em sucesso do processo de judicialização contra Oi


eurico-teles-oi-diretor-juridico-ceoCom a decisão da Anatel de votar contra plano de recuperação judicial da Oi, aprovado na madrugada de hoje, 20, por ampla margem dos credores, a operadora abandonou a proposta feita à AGU para pagamento das dívidas com a Anatel. “Agora, ela será tratada como todos os demais credores”, informou Eurico Teles, presidente e diretor jurídico da Oi, em entrevista coletiva após a aprovação do plano de recuperação judicial da companhia.

Ele lembrou que, antes mesmo de votar contra o plano na AGC, o procurador da Anatel tinha dado entrada na Justiça com uma ação para a retirada das dívidas da Anatel (R$ 11 bilhões) da recuperação judicial. No entanto, ele não acredita que o recurso à Justiça seja o caminho de outros descontentes com o plano aprovado.

“Não vejo como um plano que foi aprovado pela quase totalidade dos credores, 100% da 1ª classe, 100% da 2ª  classe, 79ª da terceira classe e 99% da 4ª classe, possa ser questionado com sucesso na Justiça. Se a Anatel e a AGU tivessem votado a favor, [o plano] teria 100% da classe delas”, observou.

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Nova fase

Para Teles, a aprovação do plano de recuperação é um divisor de águas na vida da empresa. “A partir deste plano, é outra empresa, tem outra gás, outra energia, outra visão.”

Com ele concordam os credores que aprovaram o plano, especialmente os grandes credores que participaram das negociações. Em nota divulgada hoje, o International Bondholder Committee (IBC) diz que está feliz em participar do aumento de capital da Oi e elogia sua diretoria pelos resultados obtidos.

O mesmo fizeram os credores reunidos pela assessoria Moelis, que se autointitula Comitê Diretivo. “O plano resultante foi esmagadoramente apoiado pelos credores da Companhia e inclui uma injeção de novos recursos de R$ 4 bilhões, totalmente garantida por investidores internacionais, inclusive os integrantes do Comitê Diretivo, bem como reformas operacionais e de governança destinadas a garantir o sucesso a longo prazo da companhia no setor de telecomunicações brasileiro”, afirma o grupo.

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