Telefónica reconhece que venda da O2 pode fracassar


José María Álvarez-Palette, presidente da Telefónica
José María Álvarez-Palette, presidente da Telefónica

Em entrevista coletiva hoje (29), para comentar os resultados da companhia no trimestre, o presidente executivo da Telefónica, José María Álvarez-Palette, reconheceu que a venda da O2 para a Hutchison pode ser vetada pelas autoridades de competição da Comissão europeia por “motivos políticos”, referindo-se à saída do Reino Unido da União Erupeia, processo conhecido com Brexit. Palette criticou a posição dos reguladores britânicos, que já se manifestaram publicamente contra a operação “e estão contaminando tudo”.

Em sua visão, as compensações oferecidas pela Hutchison para a compra da O2, para mitigar os efeitos da concentração, “são mais do que suficientes” para cumprir com as pemissas exigidas por Bruxelas para garantir a competição no mercado inglês. As compensações envolvem venda de ativos e compartilhamento de rede e, segundo o executivo espanhol, são superiores e mais rígidas dos que as adotadas em outros operações similares na Áustria, Alemanha ou Irlanda.

Durante a entrevista, Álvarez-Palette também destacou que Telefónica está preparada para adotar medidas alternativas caso o negócio, da ordem de €13 , seja vetado. Entre as alternativas estariam vendas de ativos não estratégicos e de participação minotirária em outras empresas, a possibilidade de emitir obrigações ou bônus conversíveis, a saída da bolsa de filiais como Telxius, ou mesmo a venda particial da O2. (Com noticiário internacional)

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