Telebras fecha 2021 com prejuízo de R$ 135,8 milhões


Crédito: Fotolia
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A Telebras fechou 2021 com prejuízo líquido ajustado de R$ 135,8 milhões (R$ 101,8 milhões em 2020 e R$ 430,0 milhões em 2019). Segundo a estatal, a redução do prejuízo em relação ao exercício de 2019 é explicado pelo crescimento da receita operacional líquida nos anos de 2021 e 2020; pelo recebimento de Subvenções Orçamentárias devido à classificação da Telebras com Empresa Estatal Dependente a partir do exercício de 2020; e pela estabilização

A margem Ebitda ajustada em 2021 foi de 62,9% (54,5% em 2020 e -56,6% em 2019), aumento de 15,4% em relação ao ano de 2020 e de 211,1% na comparação com o ano de 2019. A receita líquida atingiu R$ 285,7 milhões (R$ 266,8 milhões em 2020 e R$ 204,3 em 2019), um crescimento de 7,1% e 39,9% em relação aos anos de 2020 e 2019, respectivamente.

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O crescimento da receita é explicado pela estatal como resultado da expansão da banda ativada e faturada em 2021, que alcançou uma média de 585.428Mbps (496.496Mbps em 2020 e 362.567Mbps em 2019); e pelo reconhecimento em dezembro de 2021 do reajuste retroativo do programa Gesac no valor de R$ 14,0 milhões.

O Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) prestado pela estatal apresentou aumento de 3,1% em relação a 2020 e 30,6% na comparação com 2019. \a empresa ressalta que esse comportamento é devido ao maior volume de receitas geradas pelo segmento satelital com a utilização do satélite SGDC.

A principal receita desse segmento é a do programa Gesac, que ao final 2021 apresentou um total de 13.420 pontos/circuitos do programa vinculados à geração de receita da Companhia (12.688 em 2020 e 9.763 em 2019). O montante da receita gerada reconhecida do programa Gesac em 2021 foi de R$ 127,8 milhões (R$ 103,9 milhões em 2020 e R$ 45,5 milhões em 2019).

Já a locação de capacidade satelital, diz a estatal, permaneceu estável em relação ao exercício de 2020 e 2019, com receita de R$ 36,5 milhões para os três exercícios. Nessa rubrica é registrada a receita obtida com a Banda X do satélite SGDC usada pelo Ministério da Defesa. Outras receitas, como o aluguel de cabos ópticos, locação de roteadores e aluguel de infraestrutura do segmento satelital (contrato de parceria com a Viasat) totalizaram R$ 16,2 milhões (R$ 16,6 milhões em 2020 e R$ 10,9 milhões em 2018), redução de 2,4% em relação a 2020 e crescimento de 49,6% na comparação com 2019.

Em 2021, a Telebras reconheceu o montante de R$ 7,1 milhões (R$ 1,0 milhão em 2020) relativo ao compartilhamento de receita com a parceria que tem com a Viasat na exploração dos serviços do satélite SGDC. O crescimento é explicado pelo maior volume de recursos recebidos da Viasat no período, devido ao crescimento do faturamento. Os serviços prestados de instalação e manutenção do programa Wi-Fi Brasil arrecadaram de R$ 0,9 milhão.

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