
NEO pede à Anatel para atuar como terceiro interessado no processo Winity / Vivo
Entre outros argumentos, associação diz que acordo põe em risco a regulação do 5G e reduz disponibilidade de espectro aos pequenos provedores

Entre outros argumentos, associação diz que acordo põe em risco a regulação do 5G e reduz disponibilidade de espectro aos pequenos provedores

No TV Síntese desta sexta-feira, 12 de maio, a equipe do Tele.Síntese fala dos temas que chamaram a atenção nos últimos 7 dias. O PL das Fake News segue movimentando o Congresso e a Justiça. Saíram os resultados de quase todas as operadoras. E o Cade fez andar uma pauta importante. Confira.

A Claro formula pedido para opinar sobre o caso formalmente junto à Anatel. Associações estudam recorrer no Cade da decisão da Superintendência-Geral, que liberou o acordo sem restrições.

Christian Gebara, CEO da Vivo, diz que a conclusão da SG do Cade atesta que a operadora atendeu todas as exigências regulatórias e concorrenciais para alugar espectro da Winity em 1.120 cidades.

A Superintendência-Geral do Cade considerou que a participação de mercado da Winity é muito pequena para que haja concentração, que há competidores surgindo no 5G e que proposta prevê o cumprimento de obrigações do último leilão da Anatel

Cloud2U afirmou ao Cade que tem interesse na faixa de 700 MHz, mas teme que acordo resulte em barreira para entrantes acessarem a faixa baixa de espectro, necessária à oferta do 4G enquanto as redes puramente 5G são economicamente inviáveis

Para a Abrintel, contratos entre Winity e Vivo vão mudar, o que faz o pedido de aval para o acordo perder o sentido. Caso o Cade não aprove a extinção, entidade requer suspensão da análise até o fim das tratativas na Anatel.

Vivo e TIM fazem a expansão da cobertura do 5G de forma radial, ou seja, partem dos grandes centros para o entorno. Brisanet aposta em rede própria, Unifique em serviços. Winity revê propostas aos entrantes.

Associação Neo diz que renegociação entre Winity e Vivo na Anatel pode resultar em mudanças no escopo do ato de concentração, e pede que o Cade obtenha

Vivo e Winity respondem ao conselheiro Alexandre Freire que desejam sentar à mesa para rever as cláusulas dos acordos de RAN Sharing e de exploração de espectro antes de o caso ser enviado ao Conselho Diretor da Anatel

Os assuntos mais quentes da semana, em uma conversa com a equipe do Tele.Síntese. Venha conferir!

Alexandre Freire diz que falta de acordo afeta interesse público, e por isso notifica empresas a chegarem, por conta própria, em contratos que estejam em linha com o espírito do edital do leilão 5G.

Operadora neutra móvel, entrante no mercado, diz que seu projeto condiz com os objetivos do Leilão 5G

Interesse público, abertura de mercados no interior, racionalidade de preços, adequação à LGT e regulamentos da Anatel estão entre argumentos que empresas apontam em defesa da aprovação do negócio na Anatel

Para a agência reguladora, a operação não afeta a competição, uma vez que a outorga dada a empresa no leilão no 5G não será transferida

O acordo de cessão exclusiva de parte da faixa de 700 MHz entre Winity e Telefônica em 1,2 mil cidades está em análise na Anatel, no Cade, e traz riscos para entrantes do mercado móvel, segundo a operadora regional Brisanet.

No relatório entregue pelo grupo, o acordo Winity/Vivo de exploração industrial de frequência e a situação financeira da concessionária Oi foram os únicos com as citações nominais das empresas.

Associação Neo pede ao Cade medidas para que as prestadoras de pequeno porte consigam acessar o espectro da Winity

Telcomp e Unifique apontam concentração de espectro com Vivo e aumento da dificuldade de negociar condições de atacado com a Winity após o negócio fechado. Brisanet e TIM também opinam, em sigilo.

O processo já está nas mãos do relator sorteado, Alexandre Freire, com o parecer contrário da área técnica da Anatel.