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A francesa Altice comprou a PT da brasileira Oi e está sendo acusada de agir na empresa antes da aprovação da agência.

A Comarca de Lisboa decidiu hoje, 17, encerrar, por falta de provas, ação movida contra a Oi pelo empresário Hernâni Vaz Antunes, que queria receber 1% do valor da venda da Portugal Telecom .

O empresário Hernâni Vaz Antunes quer receber 70 milhões de euros da Oi, alegando que participou da venda da Portugal Telecom para a Altice.

A Oi divulgou ontem à noite ,10, fato relevante para a nova assembleia a ser realizada neste dia 12 (quinta-feira), e que deverá aprovar a venda da Portugal Telecom para a Altice. Mantém a previsão de endividamento de 4,5 vezes o EBITDA e de até 6 vezes o EBITDA para 2014, se tiver que assimilar as dívidas da operadora portuguesa. Mas o comunicado traz uma novidade: prevê redução substancial da dívida em 2016, de até 4 vezes o EBITDA já a partir do primeiro trimestre do próximo ano.

O dia de hoje, 22, em que à tarde a assembleia geral irá decidir sobre a venda da PT Portugal para a francesa Altice por 7,2 bilhões de euros, abre o mercado de ações de Portugal com otimismo. Em menos de uma hora, as ações da holding, PT SGPS subiram mais de 15%, com a expectativa do mercado de que a operação seria aceita pela assembleia. As ações já estavam valendo 70,9 centavos. E as ações da Oi subiam 12 92%

Em comunicado a imprensa, a concessionária brasileira resolveu ser mais explícita na defesa de sua posição, logo após o comunicado divulgado pela PT SGPS à CMVM, que é um emaranhado opiniões contraditórias sobre a venda da Portugal Telecome seus impactos para o acordo PT/Oi. O acordo entre os dois grupos e a venda da operadora portuguesa para a francesa Altice está sendo alvo de fortes contestações pela imprensa portuguesas (e até estranhamente pela brasileira), ex-executivos da operadora e sócios ocultos, como milionária angolana, Isabel dos Santos. Em seu posicionamento, a Oi assinala que a venda irá beneficiar também a empresa portuguesa,” resultando numa companhia com baixa alavancagem, preparada para enfrentar os desafios financeiros e operacionais no futuro”.

O ex-presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que fechou o novo acordo com a Oi, de diminuição da participação da operadora portuguesa no capital da concessionária, depois do escândalo da RioForte, voltou atrás. O jornal português Diário Económico, hoje 15, publica documento onde Granadeiro passa a defender a anulação da fusão entre as duas empresas sob o argumento de que a participação da PT SGPS na Oi ficará inferior ao que tinha sido aprovado na assembleia dos acionistas. Os acionistas brasileiros da Oi, em notícia publicada pelo Tele.Síntese esta semana, negam que haverá o fim do negócio mas admitem o aumento das pressões.

As ações da PT SGPS estão com forte queda devido a suspensão da assembleia geral da empresa, tendo já atingido um novo mínimo histórico após uma queda de mais de 12%. Ontem as ações da Oi já tinham caído mais de 13%. Os acionistas da holding decidiram adiar para o dia 22 de janeiro a decisão da venda da operadora portuguesa para a francesa Altice.

Uma das questões que estão em estudo pelos italianos é o peso da concessão brasileira e a sua reversibilidade, explicam fontes da operadora.

Para Rodrigo Abreu, a fusão com a concessionária brasileira pode ser analisada sob a ótica da oportunidade, e não sob a premissa da necessidade.