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A Anatel estima que as operadoras de celular que comprarem a faixa de 3,5 GHz terão que gastar a enorme quantia de R$ 2,5 bilhões para distribuir e instalar as novas antenas que substituirão as TVs por parabólica, com a migração de todos os canais para a banda Ku do satélite, pleito dos radiodifusores referendado pelo edital.

Apesar de reconhecer que os custos são mais altos do que se a agência optasse pela mitigação da interferência, como queriam as teles, o conselheiro Carlos Baigorri, diz que as vantagens técnicas da decisão são mais vantajosas.

Para o Conselheiro, compensação geral garantirá a continuidade de serviços profissionais prestados a clientes locais. Ele sugere ainda a criação de duas entidades para administrar a limpeza da Banda C estendida devido à migração dos canais de TVRO para a banda Ku.

Com a pressão do governo para antecipar o leilão da 5G para a atração de novos investimentos, o conselho da Anatel tenta “amarrar” um consenso sobre a proposta. Mas já há a convicção de que serão leiloados 400 MHz da faixa de 3,5 GHz, o que inclui a frequência da TV aberta via satélite.

Na 13ª reunião extraordinária realizada pela agência, conselheiros vão dizer como será resolvida a questão da interferência causada pelo 5G em 3,5 GHz sobre serviços de satélite existentes na banda C.

Proposta das teles que circula em Brasília considera possível a implantação imediata da 5G nas capitais com filtros e admite uso de recursos na migração da TVRO à banda Ku, com previsão de destinação futura da banda C ao serviço móvel.

Agostinho Linhares, gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel, diz que não estão previstos novos testes de interferência do IMT na TVRO por parte da agência

Associação considerou que será preciso instalar filtros em 2,47 milhões de domicílios ou colocar kits Ku em 3,35 milhões

Para o sindicato das operadoras há tempo de testar aparelho cujo protótipo não estava disponível quando os ensaios de campo foram realizados pela agência. Star One reitera que terá condições de acomodar todos os canais migrados da faixa de 3,7 GHz para a banda entre 3,8 GHz e 4,2 GHz.

Com estratégias diferentes, ISPs acreditam no 5G para ofertar planos de dados com preços mais baixos que os de fibra óptica. Um Telecom quer explorar o serviço de FWA, enquanto a Brisanet aposta em planos móveis e propõe que provedores digam por onde a limpeza da banda C começa no interior.