
Cisco e TIM fecham parceria para acelerar digitalização na Itália
Na base do acordo estão esforços de desenvolvimentos nas áreas de cidades inteligentes, indústria 4.0, IoT e plataforma 5G

Na base do acordo estão esforços de desenvolvimentos nas áreas de cidades inteligentes, indústria 4.0, IoT e plataforma 5G

Amos Genish se reuniu com o ministro italiano da Indústria. A separação da unidade de rede atende a pressão do regulador

A Telecom Italia divulgou hoje, 24, comunicado ao mercado negando a informação publicada no jornal italiano Il Sole 24 Ore de que o CEO Amos Genish estaria deixando a empresa, apenas quatro meses no cargo. As relações da operadora com o governo italiano estão tensas, desde o ingresso da francesa Vivendi no capital da italiana e pioraram quando o governo decidiu que a francesa, por ter maioria das ações, é também controladora.

Governo e empresa já estariam trabalhando em como criar uma separação em parte da infraestrutura de rede. Objetivo é evitar que estrangeiros controlem a infraestrutura de telecomunicações no país, já que a francesa Vivendi detém o comando da operadora.

A conexão alcançada foi de 20 Gb/s

Esta foi a primeira reunião do CEO da Telecom Italia com os sindicatos, quando falou da necessidade de todos os trabalhadores da companhia se engajarem na transformação digital da empresa

Operadora italiana registrou receita de € 4,9 bilhões no trimestre. Nos nove meses do ano, os investimentos cresceram 21,6%.

Acordo prevê a produção de conteúdo para venda exclusivamente a assinantes de fibra óptica da operadora italiana. Tele diz que ainda estuda os efeitos da decisão do governo de exercer seu "golden power" sobre a TIM.

Primeiro-ministro assinou decreto prevendo uso do "golden power", mecanismo que permite veto a operações de venda, fusão, ou no controle da companhia.

Os recursos, segundo a operadora italiana, vão ser usados para refinanciar vencimentos futuros da dívida e os títulos emitidos foram oferecidos aos investidores institucionais.

Conselho de administração da Telecom Italia se reuniu nesta quinta-feira e colocou o fundador da GVT no comando da operadora europeia, que é dona da TIM Brasil.

Apesar disso, conselho admite que terá de se adequar. Vivendi tem 24% do capital social da companhia.

Decisão pode tornar Vivendi responsável pelo endividamento bilionário da operadora italiana

A Vivendi alega que é incapaz de interferir nas finanças e nas políticas operacionais da Telecom Italia, e que não tem predomínio nas assembleias de acionistas.

O executivo Amos Genish, ex-CEO da Telefônica no Brasil, deixa o cargo de diretor de convergência na Vivendi para comandar a Telecom Italia, empresa dona da TIM Brasil.

CEO receberá € 25 milhões para deixar o cargo. Amos Genish, ex-Telefônica e atual diretor de convergência da Vivendi, deve comandar a operadora italiana.

Flavio Cattaneo estaria insatisfeito com interferência da Vivendi na gestão da operadora italiana. Caso saia, Amos Genish poderia assumir o comando da Telecom Italia, mas não como CEO.

Autoridades suspeitam que operadora usou de seu poder de dominância de mercado. Em nota oficial, empresa diz que processo é consequência do interesse de quem quer frear seus investimentos.

Em reunião, executivos revêem cargos e alçam CEO da Vivendi à posição mais elevada do board.

Comissão Europeia divulgou hoje, 30, decisão pró-fusão, contrariando rumores de que precisaria de mais tempo para concluir seu parecer.