
Anatel convoca controladores da Oi para reunião em 1º de agosto
Os controladores da Oi precisarão explicar aos conselheiros da Anatel suas posições sobre o aumento de capital e o desenrolar da recuperação judicial.

Os controladores da Oi precisarão explicar aos conselheiros da Anatel suas posições sobre o aumento de capital e o desenrolar da recuperação judicial.

Anatel precisa aprovar nomes, que são indicações de BNDES e Société Mondiale, o fundo de Nelson Tanure.

Operadora afirma que vem negociando "incansavelmente" com credores para chegar a um plano de recuperação judicial coerente. Anatel mantém o veto à participação de dois indicados do Société Mondiale no board da companhia.

O conselho diretor permitiu a posse de novos integrantes no Conselho de Administração da Oi indicados pelo Société Mondiale e pela Pharol, mas vetou dois indicados pelo Societé aos cargos de conselheiros independentes suplentes. E impôs condicionamentos.

Juarez Quadros, presidente da agência, conta que conselho diretor da Anatel deve divulgar a decisão definitiva até meados da próxima semana.

Ontem, Anatel emitiu medida cautelar proibindo a participação de indicados do fundo Société Mondiale de integrar o conselho de administração da companhia

Em nota, o conselho de administração ressalta a legitimidade dos conselheiros eleitos e defende sua atuação. Afirma que os credores descontentes com o plano de recuperação judicial poderão se manifestar e votar contra em assembleia a ser marcada, conforme prevê a lei. Board da companhia teve outra baixa na última semana, com renúncia de Marcos Grodetzky. A saída dele está sendo interpretada por alguns analistas do mercado como o primeiro sinal de acordo entre a Pharol e o fundo Société Mondiale, que poderia em breve ganhar a sua representação no comando da operadora.

Fundo alinha voto ao do Société Mondiale, que já tem o de minoritários, para retirada de executivos ligados ao grupo português Pharol do comando da operadora.

Empresa afirma não concordar com os termos de convocação e reitera que qualquer proposta de mudança no board só poderá acontecer com aval do tribunal que acompanha a recuperação judicial.

Fundo publicou convocação em jornais, diante da recusa do conselho de administração em ceder aos pedidos