
Consumidor de telecom começa a ser ouvido em pesquisa
A Anatel inicia dia 26 a pesquisa de aferição da qualidade com 140 mil consumidores

A Anatel inicia dia 26 a pesquisa de aferição da qualidade com 140 mil consumidores

Segundo André Borges, dos 54 indicadores de qualidade que têm de ser observados pelas operadoras, só 25% estão relacionados à percepção do usuário atualmente. Os 75% restantes são critérios técnicos que não conseguem ser avaliados pelo consumidor.

Para Elisa Leonel, superintendente de Relação com o Consumidor da Anatel, os provedores regionais têm que aproveitar o diferencial de atendimento mais personalizado e começar a cultivar a cultura de respeito ao cliente.

O presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, disse, em entrevista ao Tele.Síntese, que a empresa vai realizar o Capex previsto de R$ 8 bilhões, mesmo se o TAC não for aprovado. Só que a implantação de FTTH no interior de São Paulo – das 19 previstas no ano, 11 são de recursos do TAC – poderá ser postergada nas cidades onde o lançamento de fibra ainda está em fase de projetos.

Para empresa, métricas não levam em conta a resolução dos problemas mas velocidade no atendimento, por exemplo.

Outros critérios que a operadora considera importantes são o da sustentabilidade econômica das exigências e da transparência do método de coleta dos dados

Adotado em 2013 pela TIM e Oi, o modelo de compartilhamento, depois estendido a outras operadoras, permitiu manter os parâmetros de qualidade de rede.

Novo regulamento de qualidade, que irá a consulta pública, deve reduzir parâmetros técnicos e ampliar indicadores relativos à percepção do consumidor.

Operadora anuncia selo de qualidade em parceria com as fabricantes Alcatel, LG, Samsung e Sony. Primeiros aparelhos certificados chegam às lojas em outubro.

Conforme o superintendente Alexandre Bicalho, um único regulamento de qualidade para todos os serviços de telecom está para vir. Medirá apenas oito indicadores, será apurado em cada município, terá informações críveis aos consumidores e adotará mecanismo de regulação responsiva.

Os fornecedores do governo federal terão de se adequar ao instituído pelos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico (ePING), da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI)