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leilão da Anatel


Anatel vai debater um “glide path”, ou uma trajetória, para a implementação da 5G pura

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O vice-presidente de Relações Institucionais da Oi, Eduardo Levy, antecipou a posição da operadora em audiência pública realizada hoje,10, pelo GT 5G da Câmara dos Deputados.

O conselheiro Carlos Baigorri classifica a escolha pelo padrão 5G puro, ou seja, que irá demandar a construção de uma nova rede, como a preferência por uma Ferrari, ao invés de um Fusca. Argumento questionado por aqueles que defendem a adoção de padrão que possa ser usado nas redes atuais.

Apesar de reconhecer que os custos são mais altos do que se a agência optasse pela mitigação da interferência, como queriam as teles, o conselheiro Carlos Baigorri, diz que as vantagens técnicas da decisão são mais vantajosas.

A comissão quer saber as razões e o impacto da exigência para que os fornecedores tenham “governança corporativa conforme o mercado acionário brasileiro”. Se seria forma de retirar a Huawei da disputa. Quer também entender porque a agência preferiu indicar um padrão tecnológico ao invés de estabelecer um prazo para a oferta de novos serviços, como o carro conectado.

Serviços de segurança e infraestrutura têm alocados em todo o país 5 MHz nessa banda

Para Juarez Quadros, os custos da 5G pura e da rede conectada na Amazônia poderão ser extremamente altos, o que pode até inviabilizar a venda das frequências. Lembra que nenhum leilão a Anatel deixou de arrecadar recursos para o Tesouro e, por isso, não deveria superestimar metas.

Para Mário Girasole, a infraestrutura do 5G é que vai estimular a demanda por novos serviços como telemedicina. Por isso, defende que o edital estabeleça a adoção do 5G stand alone.

Diferentes interlocutores do mercado alegam que a Anatel, ao querer obrigar a adoção de um único padrão autônomo da 5G, como está na proposta do edital, fará com que o país pague mais caro por uma rede totalmente nova sem conseguir demonstrar os reais ganhos para a população.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, começa nessa terça, 2, o tour pelos países sede dos fabricantes estrangeiros de tecnologia 5G. Mas terá que resolver ainda o problema interno causado pela portaria que publicou na sexta, pela qual cria a rede privativa do governo. Portaria esta que desagradou o mercado e o próprio Ministério da Economia, que vê o fim da privatização da Telebras.

Inicialmente, a ideia era fazer instalar uma antena para cada 10 mil habitantes entre 2021 a 2027 nas cidades com mais de 30 mil habitantes, o que somaria 65,8 mil sites. O voto apresentado hoje estabelece uma antena para cada 15 mil habitantes, o que reduz a obrigação para 43,8 mil erbs.