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Rodrigo Abreu prevê geração de valor nos próximos anos e calcula que em 2025 a Infraco terá mais que dobrado o seu valor de mercado

CEO da Oi, Rodrigo Abreu, apresentou hoje, 19, o plano estratégico da Nova Oi após a recuperação judicial. O executivo prevê continuidade do foco na expansão e nas vendas de banda larga em fibra, acréscimo de receitas com novos serviços e queda forte da participação da rede de cobre nos resultados da companhia até 2024.

Juiz Fernando Viana homologou o edital de venda da Infraco. Leilão será como os anteriores: virtual, com presença no tribunal apenas de representante do Ministério Público e do administrador judicial.

Felipe Matsunaga | Credito: Divulgação

Felipe Matsunaga, CFO do EB Fibra, e sócio do fundo EB Capital, que captou recentemente R$ 1,5 bilhão para investir no setor, afirma que o projeto do grupo é ter presença nacional. Para isso, cria quatro regionais. Vai continuar a comprar alguns ISPs, mas o foco é o crescimento orgânico das operadoras. Para o leilão do 5G, o grupo continua a estudar o modelo, mas acha a “conta salgada”.

Segundo Rodrigo Abreu, 2022 será o ano de transição da Oi rumo a um novo modelo de negócio resultante da separação estrutural, desinvestimento no móvel e fim da recuperação judicial. O fluxo de caixa será positivo, estima, em 2023.

Além disso, Oi poderá lançar mão de empréstimo intercompany para antecipar R$ 1,5 bi em créditos para expansão da rede óptica, enquanto o negócio não for selado.

Oi também fornecerá à Infraco direito de passagem e compartilhamento de infraestrutura para instalação

As redes de cobre, e a infraestrutura da telefonia fixa e de TV paga permanecerão na Oi, informa a companhia. A InfraCo ficará com eletrônicos e redes de atacado e acesso de banda larga, centros de controle e até mesmo imóveis “dedicados”.

Presidente da Oi, Rodrigo Abreu prevê que leilão, homologação judicial e processo de análise regulatória vão ocupar o segundo semestre deste ano. E diz confiar no aval de Anatel, por entender que a venda preserva a estratégia de migração da concessão para autorização.

Segundo o CEO da operadora, Rodrigo Abreu, a intenção é chegar ao final do ano com 400 mil residências cobertas, e chegar em 2022 com 2 milhões de casas cobertas tanto no interior como na capital de São Paulo.