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Baigorri afirma que rede neutra não pode ser excludente e analisa acordo com Winity

Venda da V.tal a Globenet, fundos do BTG e ao fundo soberano de Singapura pode prosseguir sem necessidade de remédios. PFE analisa proposta final, que depois segue para o Conselho Diretor da Anatel.

Rodrigo Abreu, CEO da Oi, durante live do BTG pactual - foto: reprodução

Rodrigo Abreu, CEO da operadora, diz que país tem capacidade de chegar a 40 milhões de lares conectados com fibra

O 5G deve ser adiado no BrasilCrédito-Freepick

Análise dos técnicos aponta que o Regulamento de Concessão autoriza a venda parcial de empresas coligadas ao grupo econômico responsável pela concessão, ainda que estas empresas tenham ativos utilizados na concessão.

Fachada do prédio do Cade, no Rio de Janeiro.

Nova empresa, já renomeada de V.tal, incorporará a Globenet e terá o fundo de Singapura como um dos acionistas. Para o Cade, a operação tem viés pró-competição.

Empresa firmou acordo na manhã desta sexta, 1º, com a Globenet e fundos geridos pelo banco BTG Pactual, que arremataram o ativo no leilão judicial em julho. Oi receberá o montante em parcelas que serão depositadas em até três anos. Transação ainda passará pela análise de Anatel e Cade.

Presidente do banco, Gustavo Montezano, evitou dar prazos para lançamentos. Mas afirmou que o BNDES terá produtos para financiar provedores regionais e empresas neutras de infraestrutura de rede relacionados a debêntures, fundos garantidores e financiamentos com e sem garantias baseadas em ativos.

O objetivo é que a antiga InfraCo, da Oi, seja 100% neutra e viabilize o crescimento acelerado dos provedores. “Queremos o Brasil no rol dos países com as maiores infraestruturas”, diz Pedro Henrique Fragoso, sócio do banco.

Operadora de infraestrutura, antiga Infraco da Oi vai oferecer também serviços de conexão de estações móveis, de pontos de presença e seus executivos pretendem fazer dela a rede nacional de transporte que dará base ao 5G no país.

Nome V.tal foi revelado nesta quinta pelo presidente da Oi e o CCO da empresa de infraestrutura, Rodrigo Abreu e Pedro Arakawa. Empresa nasce com ativos da Oi e completa separação estrutural para garantir o funcionamento como rede neutra, afirmam.

Desabastecimento de chipsets irá limitar 5G em 2022

Rodrigo Abreu prevê geração de valor nos próximos anos e calcula que em 2025 a Infraco terá mais que dobrado o seu valor de mercado

CEO da Oi, Rodrigo Abreu, apresentou hoje, 19, o plano estratégico da Nova Oi após a recuperação judicial. O executivo prevê continuidade do foco na expansão e nas vendas de banda larga em fibra, acréscimo de receitas com novos serviços e queda forte da participação da rede de cobre nos resultados da companhia até 2024.

Divulgação

Juiz Fernando Viana homologou o edital de venda da Infraco. Leilão será como os anteriores: virtual, com presença no tribunal apenas de representante do Ministério Público e do administrador judicial.

Felipe Matsunaga | Credito: Divulgação

Felipe Matsunaga, CFO do EB Fibra, e sócio do fundo EB Capital, que captou recentemente R$ 1,5 bilhão para investir no setor, afirma que o projeto do grupo é ter presença nacional. Para isso, cria quatro regionais. Vai continuar a comprar alguns ISPs, mas o foco é o crescimento orgânico das operadoras. Para o leilão do 5G, o grupo continua a estudar o modelo, mas acha a “conta salgada”.

Segundo Rodrigo Abreu, 2022 será o ano de transição da Oi rumo a um novo modelo de negócio resultante da separação estrutural, desinvestimento no móvel e fim da recuperação judicial. O fluxo de caixa será positivo, estima, em 2023.

Além disso, Oi poderá lançar mão de empréstimo intercompany para antecipar R$ 1,5 bi em créditos para expansão da rede óptica, enquanto o negócio não for selado.

Oi também fornecerá à Infraco direito de passagem e compartilhamento de infraestrutura para instalação

Crédito: Freepick

As redes de cobre, e a infraestrutura da telefonia fixa e de TV paga permanecerão na Oi, informa a companhia. A InfraCo ficará com eletrônicos e redes de atacado e acesso de banda larga, centros de controle e até mesmo imóveis “dedicados”.

Presidente da Oi, Rodrigo Abreu prevê que leilão, homologação judicial e processo de análise regulatória vão ocupar o segundo semestre deste ano. E diz confiar no aval de Anatel, por entender que a venda preserva a estratégia de migração da concessão para autorização.

Segundo o CEO da operadora, Rodrigo Abreu, a intenção é chegar ao final do ano com 400 mil residências cobertas, e chegar em 2022 com 2 milhões de casas cobertas tanto no interior como na capital de São Paulo.

Conversas prosseguem até 5 de abril e vão definir se BTG e Globenet serão candidatos preferenciais às compra da unidade de infraestrutura óptica da Oi.