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faixa de 3.500 MHz


Serão colocadas à venda frequências de 700 MHz, 3,5 GHz, 2,3 GHz e de 26 GHz. As condições de participação no leilão, os blocos de frequência à venda e os compromissos a serem exigidos para as empresas que ganharem a disputa foram publicados pela Anatel.

Diferentes interlocutores do mercado alegam que a Anatel, ao querer obrigar a adoção de um único padrão autônomo da 5G, como está na proposta do edital, fará com que o país pague mais caro por uma rede totalmente nova sem conseguir demonstrar os reais ganhos para a população.

Para as emissoras comerciais de TV, os atuais canais de TVROs (TV aberta por parabólica) que ocupam hoje a banda C do satélite devem todos migrar para a banda Ku, pois alegam que em pouco tempo “não haverá mais espaço para a TVRO na Banda C” e argumentam que a instalação de filtros na atuais antenas parabólicas para impedir a interferência da 5G seria “desperdício de recursos públicos”.

A Abrint quer que os ISPs tenham direito a usar a frequência das grandes operadoras, em caráter secundário, nas cidades onde essa tecnologia só vai chegar em dois anos. Embora ainda defenda licenças por município, aceita as áreas sugeridas pela Anatel na consulta pública

Leonardo Euler de Morais afirma que o edital da 5G não pode se submeter a qualquer movimento de fusão ou aquisição do mercado e que ainda considera factível lançá-lo em dezembro deste ano. Disse estar bem otimista com a inclusão de mais 100 MHz na faixa de 3,5 GHz para o leilão.

As obrigações de investimentos adicionais forma criadas por tipo de frequências. A faixa de 700 MHz, que na primeira rodada só poderá ser comprada pela Oi ou um novo entrante terá duas metas – a cobertura de todas as estradas federais e de cidades sem 4G. A construção do bakchaul de fibra nacional ficará para os que comprarem a faixa de 3,5 GHz

A nova proposta prevê o deslocamento das TVROs para a faixa de 3,8 GHz, e com isso seria necessária apenas uma nova sincronização dos conversores das TVs por parabólica, sem necessidade de migração para a banda KU ou instalação de filtros. Mas a nova proposta de edital, a ser apresentada no dia 12, não deverá abordar esse assunto, por mais segurança.

O presidente da Claro Brasil, José Félix, concorda com mudança na Lei do SeAC para atender à AT&T, mas não aceita que a competição não seja isonômica. Para ele, seja Fox, HBO ou Globo, se essas empresas quiserem cobrar assinatura de TV, seja na internet ou no satélite, terão que pedir licença de SeAC. E acha que se não prevalecer a isonomia, o mercado de audiovisual estará absolutamente internacionalizado em três anos.

O adiamento do leilão de 5G, inicialmente previsto para março, está agora sem data para ser remarcado. Para sua confirmação é preciso da realização da consulta pública da proposta do edital.

Leonardo de Morais afirma que a 5G começará a ser implementada nos grandes centros urbanos na faixa de 3,5 GHz. E nessas cidades, a TV digital já está massificada, portanto, sem risco de sofrer interferência.