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O vice-presidente de negócios da Samsung, Benjamin Sicsú, afirma que a empresa desenvolveu a primeira versão da tecnologia nacional, o Ginga A e que acha natural novas versões.

Fontes do Ministério das Comunicações informam, porém, que a interatividade prevista por este software de tecnologia nacional é uma decisão de governo. No próximo dia 8, o Fórum da TV digital irá definir a especificação técnica deste software para que 14 milhões de conversores sejam fabricados e entregues às famílias mais pobres.

O conversor de TV digital a ser distribuído para o bolsa família, se por um lado tem o software nacional, o Ginga C, que permite a oferta de serviços de governo e a interatividade, não tem o canal de retorno e só permitirá a interatividade local, mas não a interatividade plena, afirmou hoje o conselheiro Rodrigo Zerbone, em audiência no Senado Federal. “O acesso à internet fixa e móvel depende do canal de retorno. E esta questão virou complementar, devido a limitação dos recursos alocados, afirmou o conselheiro Rodrigo Zerbone.

Região, além de Distrito Federal e regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Goiânia e Rio de Janeiro, terá transmissão desligada em 2016.

A decisão seria tomada hoje, mas foi atropelada pela posição do governo, expressa pelo Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que quer “interatividade máxima” na caixinha. As teles e a radiodifusão queriam “interatividade mínima”.

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou hoje, 29 , em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo não abre mão da interatividade na TV digital com canal de retorno, e que o conversor a ser distribuído para as 14 milhões de famílias que integram o Bolsa Família deverá ter o software nacional Ginga C. Este equipamento, que deverá ser aprovado hoje pelo Gired, na Anatel, vai permitir que o telespectador acesse a internet pela TV. Essa funcionalidade não agrada às emissoras de TV comerciais, nem às operadoras de celular, que vão comprar esses conversores, pois eles ficarão mais caros. Mas o governo quer oferecer serviços públicos por esta tecnologia.

André Barbosa, superintendente de suporte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), afirma que conversor que será distribuído para inscritos no Bolsa Família criará a possibilidade de levar a banda larga para pessoas carentes, usando a penetração da TV. Para ele, todos podem ganhar com isso. Basta estabelecer modelos de negócios compatíveis com a renda dessas famílias. ” A gente vai avançando para que esse público enorme, que ainda não tem a possibilidade de receber fibra [óptica], uma internet fixa, usar o canal retorno por 3G ou 4G para ter acesso à web. Ao mesmo tempo, usar novo modelo de negócio – acho que isso é importantíssimo e foi a Oi a primeira a ver isso – como uma nova fonte de renda para as operadoras, assim como para a radiodifusão”, assinala.