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Redes de IoT podem ser afetadas com proposta da Anatel Crédito: Freepik

As empresas que têm redes de Internet das Coisas no Brasil alegam que a alteração na ocupação da faixa de 900 MHz sugerida pela Anatel colocará em dúvida os planos de expansão dessas redes e obrigará a substituição dos sensores. Os smart grids das elétricas também seriam afetados.

Embate entre Exército e Petrobras por faixa de 700 MHz. Crédito: freepick

A Anatel propõe tomar 10 MHz da faixa de 700 MHz hoje destinada ao Exército e Segurança e destiná-la para ser usada por empresas de petróleo, gás, energia e saneamento. Em troca, ampliaria para 20 MHz a frequência da Segurança Pública em outra faixa. Mas as reações são muitas.

Reconfiguração de aparelhos de telecom em consulta pública da Anatel. Crédito: Eduardo de Sousa

Para a Anatel, as configurações de segurança padrão, que vêm do fabricante, é “um elo fraco na cadeia de segurança”. Todos os equipamentos legados – caixinha de TV paga, modens, antenas de WifI – terão que ser reconfigurados pelas operadoras e ISPs.

A operadora alega que as especificações técnicas propostas pela Anatel vão encarecer os equipamentos e, no final, o preço para os usuários. Abinee, Ericsson e Nokia também pedem a manutenção dos padrões internacionais

A operadora argumenta que é necessária banda de guarda de 10 MHz entre os sistemas TDD e FDD e que na proposta da Anatel, essa guarda teria só 5 MHz. A GSMA também manifestou preocupação à proposta.

Para o órgão antitruste, as licenças de uso de frequências já são altamente concentradas e propõe que a Anatel condicione a renovação à novas metas de expansão de serviços e adoção de novas tecnologias.

A ocupação dos espaços ociosos (white spaces) das faixas de UHF e VHF poderá se dar pelos serviços fixos de telefonia, banda larga e IoT, mas as TVs continuarão com prioridade no uso dessas frequências.

A Anatel aprovou hoje a consulta pública do edital de venda das faixas de 3,5 GHz e de 26 GHz (para a 5G) e faixas de 2,3 GHz e 700 MHz (para a 4G). Serão vendidos 400 MHz na frequência de 3,5 GHz, o maior bloco destinado de uma única vez para a nova tecnologia.

O conselheiro da Anatel, Emmanoel Campelo, está empenhado em apresentar a sua proposta de edital de venda de frequências ainda este ano, em 12 de dezembro. E assinalou que haverá mudanças, pelo menos no tamanho dos blocos da faixa de 3,5 GHz, que hoje estão divididos em blocos de 10 MHz.