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Negócio depende de aprovações de reguladores portugueses. Brasileira volta a ressaltar que dinheiro reduzirá alavancagem e permitirá participação na consolidação do mercado nacional de telecom.

Votaram a favor da operação 97,81% dos presentes com direito a voto. Assembleia, que durou mais de 4 horas, contou com protestos de minoritários e do sindicato dos trabalhadores da operadora. Ações das companhias fecharam com alta de mais de 20% em São Paulo e em Lisboa.

Informação partiu do presidente da mesa, Menezes Cordeiro, pouco antes do início. 44% do capital votante comparece.

O dia de hoje, 22, em que à tarde a assembleia geral irá decidir sobre a venda da PT Portugal para a francesa Altice por 7,2 bilhões de euros, abre o mercado de ações de Portugal com otimismo. Em menos de uma hora, as ações da holding, PT SGPS subiram mais de 15%, com a expectativa do mercado de que a operação seria aceita pela assembleia. As ações já estavam valendo 70,9 centavos. E as ações da Oi subiam 12 92%

CMVM considera informações essenciais para que acionistas decidam, amanhã (22), em assembleia geral, se a PT Portugal deve ser vendida à Altice. Para a instituição, informações devem esclarecer se Oi sabia de fato das operações com dívida da empresa do Grupo Espírito Santo e as responsabilidades dos executivos que presidiam as companhias à época.

A disputa pela fusão da Portugal Telecom com a Oi e a venda da Portugal Telecom para a francesa Altice, cuja assembleia marcada para deliberar o assunto ocorrerá nesta quinta, 22, não ocorre mais nas assembleias, na mídia e nas Comissões de Valores Mobiliários do Brasil e de Portugal. Ela vai também para os tribunais. Carta enviada hoje pelo presidente da Oi, Bayard Gontijo, ao presidente da CMVM de Portugal e ao presidente da assembleia geral da PT, afirma que o ex-presidente da PT SGPS, Henrique Granadeiro apresentou informações falsas sobre a dívida da RioForte e vai ser processado por isto.

A PT SGPS baixou do mínimo alcançado na semana passada, de 60 centavos por ação, pela primeira vez hoje, 19 de janeiro. Nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro, está marcada a assembleia geral da holding para deliberar sobre a venda da operadora portuguesa pela Oi para a francesa Altice. Os trabalhos foram suspensos em 12 de janeiro. Na sexta-feira, as ações da Oi tiveram uma queda de 5% na bolsa de São Paulo.

Em comunicado a imprensa, a concessionária brasileira resolveu ser mais explícita na defesa de sua posição, logo após o comunicado divulgado pela PT SGPS à CMVM, que é um emaranhado opiniões contraditórias sobre a venda da Portugal Telecome seus impactos para o acordo PT/Oi. O acordo entre os dois grupos e a venda da operadora portuguesa para a francesa Altice está sendo alvo de fortes contestações pela imprensa portuguesas (e até estranhamente pela brasileira), ex-executivos da operadora e sócios ocultos, como milionária angolana, Isabel dos Santos. Em seu posicionamento, a Oi assinala que a venda irá beneficiar também a empresa portuguesa,” resultando numa companhia com baixa alavancagem, preparada para enfrentar os desafios financeiros e operacionais no futuro”.

Uma no cravo outra na ferradura. Assim pode ser resumido o longo comunicado da holding PT SGPS enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na noite de ontem (15) por determinação da xerife do mercado português, que queria maiores informações sobre a operação de venda da Portugal Telecom para a Altice, antes da assembleia gerial marcada para o dia 22 de janeiro. O comunicado é um resumo da ferrenha disputa que está sendo travada sobre o tema. Ao mesmo tempo em que afirma que a venda da operadora portuguesa poderia ser interpretada como o descumprimento do acordo firmado com a Oi, admite também que, sem esta venda, a Oi e os seus próprios acionistas perderiam valor.

O ex-presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que fechou o novo acordo com a Oi, de diminuição da participação da operadora portuguesa no capital da concessionária, depois do escândalo da RioForte, voltou atrás. O jornal português Diário Económico, hoje 15, publica documento onde Granadeiro passa a defender a anulação da fusão entre as duas empresas sob o argumento de que a participação da PT SGPS na Oi ficará inferior ao que tinha sido aprovado na assembleia dos acionistas. Os acionistas brasileiros da Oi, em notícia publicada pelo Tele.Síntese esta semana, negam que haverá o fim do negócio mas admitem o aumento das pressões.