Superintendência-Geral do Cade pede condenação de cartel de vidros para tubo de imagem


Imagem: Freepik
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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a condenação das empresas Asahi Glass, Hankuk Electric Glass, Nippon Electric Glass e Schott AG, além de sete pessoas físicas, por prática de cartel internacional, com efeitos no Brasil, no mercado de componentes de vidro para tubos de raios catódicos (CRT).

O processo será julgado no Tribunal do Cade. Se condenadas, as empresas estão sujeitas, entre outras sanções, ao pagamento de multa no valor de 0,1 a 20% de seu faturamento.

Presente em praticamente todas as residências e empresas do país, o CRT é o componente responsável por formar as imagens em televisores e monitores anteriores às telas de plasma, LCD ou LED. Ainda hoje, as TVs de tubo são o único tipo de aparelho de TV em 25,9 milhões de casas no país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a Superintendência-Geral, as empresas combinaram fixação de preços, produção, alocação de clientes e controle da inserção de inovações tecnológicas no mercado. Os acordos ilegais teriam ocorrido, pelo menos, entre 1999 e 2007. Pelo período de duração, diversidade e complementaridade de atos, o conjunto da conduta constituiu o que a doutrina antitruste denomina de hardcore cartel, uma grave infração à ordem econômica.

Segundo a Superintendência, o cartel impactou o mercado nacional, cuja demanda por TVs e monitores deste tipo estava em alta na época de atuação do cartel. O cartel do CRT já foi investigado e condenado por autoridades da concorrência de Europa e Coreia do Sul. (Com assessoria de imprensa)

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