SpaceX coloca mais 60 satélites no espaço


A SpaceX, empresa de exploração espacial do bilionário norte-americano Elon Musk, colocou na noite de ontem, 6, mais 60 satélites em órbita. O veículo de transporte foi o foguete reutilizável Falcon 9, que partiu do complexo de lançamento localizado no Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Ao chegar na metade do voo, desacoplou seus motores principais. Estes retornaram à base “Claro que ainda te amo”, situada no Oceano Atlântico, na qual aterrissou com sucesso. Foi o quarto voo do foguete, que poderá ainda ser usado em novas missões.

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A segunda etapa do veículo de transporte prosseguiu com o voo até atingir os 290 km de altitude. Ali, abriu suas portas e liberou o lote de 60 satélites. Estes ainda usarão propulsores próprios para subir pelos próximos quatro meses até o 550 km de altitude, onde ficarão situados.

Os equipamentos de órbita baixa (LEO) colocados no espaço farão parte da constelação Starlink, de até 12 mil satélites, que a empresa foi  autorizada a lançar pelas autoridades norte-americanas para fornecer banda larga de alta velocidade em solo. Até o momento, são 180 satélites lançados. Cada equipamento tem vida útil de um a cinco anos, são menores, leves e mais baratos que os satélites geoestacionários tradicionais, localizados acima dos 1 mil km de altitude.

A companhia também decidiu atender a pedidos de astrônomos neste lançamento. Incluiu um protótipo com novo acabamento capaz de reduzir a refletividade dos equipamentos. Há preocupação no meio científico sobre o impacto causado na observação estelar pelo lançamento de tantos satélites. Nesta órbita, eles podem ser vistos por telescópios e deixam rastros em fotografias do céu noturno, por exemplo.

Em comunicado, a SpaceX procura aplacar os ânimos alegando que os equipamentos são visíveis no começo da ascensão, em 290 km de altitude, por conta do formato dos painéis solares, que ficam em posição de redução do arrasto. Quando chegarem à posição final, os painéis serão inteiramente abertos e posicionados de forma a interferir menos na observação do céu, afirma. No entanto, os astrônomos ainda terão de presenciar por até quatro meses o forte reflexo das unidades. (Com noticiário internacional)

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