Soluções sem fio para combate à dengue e gestão da educação


  A Ecovec, empresa incubada na Universidade Federal de Minas Gerais, vai implantar em Vitória, em abril, o M.I Dengue, um sistema de monitoramento da presença do mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue. O sistema é composto por pequenas armadilhas para mosquitos (a um custo de R$ 200,00 a R$ 300,00 cada), com GPS, que …

 

A Ecovec, empresa incubada na Universidade Federal de Minas Gerais, vai implantar em Vitória, em abril, o M.I Dengue, um sistema de monitoramento da presença do mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue. O sistema é composto por pequenas armadilhas para mosquitos (a um custo de R$ 200,00 a R$ 300,00 cada), com GPS, que são vistoriadas pelos agentes de saúde. As informações sobre as vistorias são enviadas por meio de telefones móveis, com o serviço de mensagens curtas, e sincronizadas com bancos de dados que geram planilhas e mapas com informações georeferenciadas, a partir do Google Maps. Chegam às mãos dos gestores de saúde praticamente em tempo real.

Além de agilizar o trajeto da informação — para ir das regiões vistoriadas e chegar às mãos dos gestores, na forma de informações sistematizadas, costuma levar de 15 a 90 dias, hoje isso é feito em 15 a 90 segundos –, o sistema reduz a possibilidade de erros, permite melhorar a gestão dos recursos de combate ao mosquito e contribui para evitar epidemias. Em Vitória, serão colocadas etiquetas de Radio Frequency Identification (RFID) nos domicílios, para que a informação seja lida pelo celular e enviada automaticamente aos bancos de dados. "Existe uma enorme demanda reprimida na área de aplicações simples para gestão da saúde pública", constata Rodrigo Monteiro da Mota, coordenador da área de pesquisa e inovação da Ecovec. "Somos praticamente a única empresa a atuar nisso". O sistema M.I. Dengue é usado por 40 municípios brasileiros, a maior parte deles no estado de Minas Gerais.

Na área da Educação, a Secretaria da Educação do Rio de Janeiro está implantando um sistem a para acompanhar a vida dos alunos nas 1.507 escolas públicas estaduais a partir de 1,5 milhões de cartões eletrônicos.Todos os alunos foram cadastrados e vão receber esse cartões, por meio do qual vão registrar sua presença em aula, o consumo de merenda e o uso de transporte público. As escolas vão receber redes wi fi (serão implantados 8 mil terminais) por meio do qual essas informações vão trafegar — dentro dos prédios — e serão interligadas à Secretaria de Educação com a conexão de banda larga que a Oi está implantando, por conta do programa de troca de metas de universalização.

PUBLICIDADE

Serão instalados 20 mil computadores, um em cada sala de aula, ligados à rede sem fio da escola, nos quais os professores vão registrar presenças e notas. No cadastramento consta o telefone dos alunos e dos responsáveis. A cada falta, o sistema emite um SMS para o celular do aluno. A cada três, mandará uma mensagem para os pais. "O estado não possuía dados para fazer a gestão escolar", explica Sérgio Mendes, superintendente de Tecnologia da Informação da Secretaria de Educação. "Com os cartões, vamos coletá-los".

Rodrigo Monteiro da Mota e Sérgio Mendes participaram do 5o. Encontro Wireless Mundi, promovido pela Momento Editorial para discutir políticas públicas e aplicações sociais a partir das TICs.

Anterior Qualidade percebida pelos usuários é a novidade do PGMQ
Próximos MJV desenvolve aplicação móvel para controlar doenças crônicas